Carro elétrico: Falta incentivo, sobram impostos.

Todo mundo sabe que o funcionamento de uma usina hidrelétrica é que igual a uma torneira aberta, enquanto tem água passando ela vai produzindo energia. À noite, quando o consumo cai, eles desligam algumas turbinas, mas continua produzindo energia que vai ser consumida ou jogada fora. O Brasil tem um potencial enorme para a produção de energia elétrica ou a utilização de energia para automóveis ou ônibus elétricos. Certo? Errado.

No exterior, o cidadão americano recebe um incentivo de U$7,500 ao comprar um carro elétrico, o governo francês dá EU$5.000, o governo japonês um outro tanto. No Brasil, a carga tributária do veículo elétrico é por volta de 27% de impostos, sem nenhum incentivo ou benefício. Só para dar um exemplo um carro indiano, um dos mais baratos do mercado mundial, custa no Brasil R$55.000,00, só de impostos, frete e taxas da alfândega são R$32.000,00. O mundo está errado e o Brasil está certo. Não é possível.

Se tivéssemos mais veículos elétricos, carros e ônibus, muitos deles poderiam recarregar as suas baterias a noite, ou pela madrugada economizando energia e diminuindo a poluição atmosférica nas grandes cidades brasileiras.

Na semana do meio ambiente precisamos repensar muita coisa no Brasil.

O Dia Mundial sem carro

Publicado originalmente por admin em 22 Set 2009 no antigo blog | sob: Ecologia

O Dia Mundial Sem Carro Uma idéia surgida na Europa nos anos 90, de um dia por ano restringir o uso do automóvel particular, o Dia Mundial Sem Carro foi implantado há três anos na cidade de São Paulo. É importante ressaltar que a idéia tem tido pouquíssimo resultado. Com o péssimo serviço de transporte público da capital paulista, com ônibus velhos e mal conservados, sempre cheios e sem cumprir os horários. Quem usa o metrô e os trens urbanos também sofre com os atrasos e vagões lotados. Para piorar a situação a prefeitura, drasticamente e sem nenhum estudo, restringiu os ônibus fretados de circular pela cidade. Resultado: O paulistano muitas vezes não tem outra opção a não ser utilizar o seu carro para qualquer locomoção pela cidade. Assim sendo uma idéia interessante que fica impraticável de ser adotada. Circular de bicicleta pela cidade nem pensar. O motorista e o motociclista paulistano, com raríssimas exceções, não tem educação e não respeita o ciclista. É um perigo o ciclista andar sozinho pela cidade. O risco de atropelamento é muito alto e a própria geografia da cidade não permite grandes deslocamentos. A única ciclovia da cidade é interrompida por falta de um viaduto. Bairros que poderiam ter várias ruas funcionando como verdadeiras ciclovias, como são os casos do Ipiranga e Brooklin, que tem ruas largas onde poderiam ser implantadas faixas especiais para bicicletas, o ciclista tem que disputar espaço com os veículos. Avenidas como a Faria Lima e a Pedroso de Morais poderiam ter uma ciclovia ligando o Brooklin, a Usp – Universidade de São Paulo (60.000 alunos) e até o Ceagesp (maior entreposto de abastecimento de alimentos). Seria uma extensa ciclovia em terreno plano que ia gerar um fluxo grande de ex-motoristas. Sem nenhum planejamento, sem o aumento do número de ônibus, sem linhas regulares de ônibus especiais, sem pesados investimentos em outras linhas de metrô e trens, sem restrições aos carros particulares em ruas que poderiam funcionar como ciclovias fica impossível essa idéia virar realidade na cidade. Infelizmente.

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