Saudade doce que dói

Publicado originalmente por admin em 30 Out 2008 no antigo blog | sob: poesias

Saudade doce que dói
da mesa sempre posta
do bolo-de-fubá
do rocambole
cobertos pela toalhinha de tricô
feitos no velho fogão
daquela humilde casa
do cheiro do café sempre fresco
das xícaras com desenhos delicados
de bruços
lado a lado
do avental sempre limpinho
dos cabelos brancos
presos num coque
caprichado
dos olhos-criança
que negam o brocado do rosto
tão marcado
do sorriso tolerante
no convite carinhoso:
meninos hora do lanche
lavem as mãos
saudade doce que dói
nesta lágrima que me escapa
e repousa
num tempo que não volta mais
dedicado ao meu amigo Armando Fernandes
e a senhora sua mãe

Sandra Falcone
Maio/2007

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