Redução de velocidade na cidade de São Paulo

A CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – da cidade de São Paulo acaba de regulamentar e entra em vigor a partir do dia 1º de abril, atenção não é piada ou mentira, no dia da mentira passa a vigorar a redução de velocidade na cidade São Paulo. Como se já não houvesse diariamente  centenas de quilometros de congestionamentos, agora vem a “redução de velocidade como forma de diminuir os acidentes”, segundo a CET. Como a expansão do metrô não anda, a previsão é de mais transtornos para os paulistanos e turistas.

Esta semana o governador de São Paulo, ao inaugurar a Estação Butantã do Metrô, com um atraso de mais de seis meses do cronograma oficial, afirmou que “São Paulo precisaria de o dobro de kilometros e linhas de metrô”.  Informo que, para quem não sabe, Barcelona com 4,5 milhões de habitantes tem três vezes mais quilometros de metrô do que São Paulo. Se a cidade de São Paulo, tem 10 milhões de habitantes e temos 20 milhões de habitantes na Grande São Paulo, pergunto: Quantos quilometros e quantas linhas de metrô são necessárias para a cidade? Quando é que teremos uma malha viária ideal para uma locomoção eficiente e rápida pela cidade?

O primeiro corredor a ter a velocidade diminuída é o corredor Leste-Oeste que compreende as avenidas Francisco Matarazzo, elevado Costa e Silva (Minhocão), viaduto Radial Leste, avenida Alcântara Machado, rua Melo Freire, avenida Conde de Frontin, avenida Antonio Estevão de Carvalho, rua Dr. Luiz Ayres e avenida José Pinheiro Borges (nova Radial). Um total de 33,8 km.

A previsão da CET é em breve a redução da velocidade nos trechos norte do eixo norte-sul (av. Luís Dumont Villares, av. General Ataliba Leonel e av. Santos Dumont até o Vale do Anhangabaú), sul do eixo norte-sul (av. Washington Luís, av. Interlagos e av. Senador Teotônio Vilela), o eixo Cruzeiro do Sul (av. do Estado e av. Abraão de Morais), a contrarrótula (av. Duque de Caxias e rua Mauá) e o eixo Braz Leme (av. Pacaembu e av. Rio Branco).

Lembrando que as Av. 23 de Maio e Rubem Berta também já tiveram a velocidade reduzida de 80 para 70km por hora.

São medidas que vão aumentar o tamanho dos congestionamentos, pois reduzem a velocidade em artérias que comportam uma velocidade maior, artérias que não tem o cruzamento de pedestres como é o caso da 23 de Maio, Rubem Berta e a ligação Leste-Oeste.

Atenção motoristas: vão aumentar os casos de roubos e ataques de trombadões, especialmente para as mulheres motoristas e sozinhas no veículo. Um bom conselho: não deixe nada de valor dentro do carro, deixe suas bolsas e laptop no porta-malas. Se for o caso prepare uma bolsa velha para o ladrão, deixe algo volumoso, com o dinheirinho para o meliante. Policiamento ninguém vai continuar vendo nesses locais, especialmente nos horários de maior movimento.

Ao mesmo tempo não atacam os problemas dos motoqueiros irresponsáveis que provocam a maioria dos acidentes. Aliás, é preciso explicar que existem motociclistas e motoqueiros. Mais importante ainda alertar que, as vias públicas brasileiras não tem a largura de faixas como nos EUA, lá não é permitido o condutor de uma moto trafegar na linha divisória das faixas, ele só pode trafegar por esse espaço com o trânsito parado em um sinal. No mais é sempre na frente ou atrás de um outro veículo e sempre no meio da faixa. Por isso nós temos, no mínimo, uma morte de motoqueiro por dia no trânsito da capital paulista.

Também não existe a menor perspectiva de retirar das ruas carros e caminhões, velhos e mal conservados. O Brasil tem a mania de copiar coisas dos outros países, mas as vezes copia mal. O rodízio dos veículos foi implantado primeiro na Cidade do México, que tinha um dos piores níveis de poluição do mundo. Lá funciona o dia todo, aqui em São Paulo também no início funcionava o dia todo, depois de inúmeras críticas foi abrandada a proibição para um dia da semana, das 7 às 10h e das 17 às 20h. Lá no México agora são dois dias na semana. Detalhe importante: Os carros novos estão liberados do contrôle de poluição por dois anos. Aqui obrigam só os veículos novos a passarem por um contrôle de qualidade da emissão de gases. Os antigos eles acham que um dia vão sair de circulação e problema vai ser resolvido.

No Japão os carros antigos pagam impostos maiores do que os carros novos, são obrigados a passarem por inspeção rigorosa de contrôle de qualidade e segurança. Obrigando assim a população a ter um carro mais moderno, eficiente, econômico e seguro, criando mais empregos na industria como um todo. Na Inglaterra, especialmente em Londres, os impostos são tão altos para quem quer ter um carro que, a maioria, prefere andar de metrô e ônibus. Pois é uma cidade muito bem servida nos dois itens.
No Brasil, talvez o caso único no mundo, os carros antigos são isentos de taxas e contrôle. E os nossos governantes continuam pensando, única e exclusivamente, no transporte individual, em detrimento do transporte de massa. O mundo está errado.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: