Artistas de Pernambuco e da Paraíba

A Galeria PONTES apresenta a exposição coletiva Artistas de Pernambuco e da Paraíba, com curadoria de Edna Matosinho de Pontes, que dá voz à cultura popular desses estados, que se destacam pela produção de uma rica e diversificada arte. A mostra exibe uma variedade de cores e técnicas, com esculturas em madeira e cerâmica, pinturas e gravuras de 20 artistas, que exprimem em suas obras suas leituras pessoais acerca do universo no qual habitam. Abertura: 03 de maio.

Exposição  Artistas de Pernambuco e da Paraíba – Alexandre Filho, Bajado, Bento, Chico Ferreira, Gilvan Samico, Gina Dantas, J. Borges, J. Miguel, Luis Tananduba, Manuel Eudócio, Marliete, Mestre Cunha, Miguel dos Santos, Nené Cavalcanti, Oziel Dias, Rosilene Lima, Tiago Amorim, Tota, Wilson Figueiredo e Zé Bezerra

Curadoria Edna Matosinho de Pontes
Local: Galeria PONTES 
Rua Minas Gerais, 80 
Higienópolis – Tel. (11) 3129-4218
Abertura: 03 de Maio – terça-feira – às 19h
Período: 04 de maio a 11 de junho de 2011
Horário  2a a 6ª feira, das 10 às 19h// sábado, das 10 às 17h
Nº de obras   35
Técnica: Esculturas em madeira e cerâmica, pinturas e gravuras
Dimensão: de 13 x 27 cm a 150 x 180 cm
Preço: de R$ 280,00 a  R$ 16.000,00

A Galeria Pontes abre a exposição coletiva Artistas de Pernambuco e da Paraíba, com um apanhado de 20 artistas populares desses dois Estados do Nordeste, região onde se concentra a maior parte dos criativos deste segmento devido à origem simples, à vida rural afastada dos grandes centros urbanos e aos ofícios, características estas que explicam a escolha das temáticas e suportes utilizados.
A chamada arte popular contemporânea é produzida sem estudo formal, desenvolvendo linguagem própria, distante de qualquer limitação acadêmica. Ela retrata em variados suportes inspirações extraídas do cotidiano – os costumes regionais, desde o trabalho até as celebrações populares e demonstrações de fé – e de um universo fantástico, repleto de imaginação.
Com curadoria de Edna Matosinho de Pontes, a exposição traz artistas de Pernambuco e da Paraíba, mostrando seus trabalhos com esculturas em madeira e cerâmica, pintura e gravura, nos quais se observa a inventividade da região em coloridos e formas de marcante peculiaridade.
Artistas de Pernambuco e da Paraíba, que dá sequência às mostras temáticas regionais da Galeria Pontes, conta com obras dos ceramistas Chico Ferreira, Gina Dantas, Manuel Eudócio, Marliete, Nené Cavalcanti, Tiago Amorim e Tota, dos pintores Alexandre Filho, Bajado, Luis Tananduba e Rosilene Lima, dos escultores em madeira Bento, Mestre Cunha, Oziel Dias e Zé Bezerra, do pintor e ceramista Miguel dos Santos, os quadros com arame de Wilson Figueiredo e as gravuras de J. Borges, J. Miguel e Gilvan Samico, que, embora não seja considerado um artista popular, retrata em seu trabalho figuras do imaginário popular.

Os Artistas:

ALEXANDRE FILHO
Pintor autodidata nascido em Bananeiras, PB, morou muitos anos no Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira. Após sua primeira exposição em 1966, no Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, já participou de cerca de 90 exposições, entre individuais e coletivas, em 15 países diferentes. Segundo Alexandre, a temática de seus quadros é eclética e universal, embora reflitam paisagens e símbolos ancestrais de sua terra.

BAJADO
O pintor primitivista Euclides Francisco Amâncio, nascido em 1912 em Marial, PE, e falecido em 1996, começou sua trajetória pintando cartazes para cinemas e letreiros para lojas e açougues. Passou a se dedicar à pintura de telas com tinta esmalte em 1960 e ganhou renome internacional, já tendo sido considerado pelo periódico francês Le Monde como um dos maiores pintores primitivistas do mundo.

BENTO
Bento Medeiros Gouveia nasceu em 1961 no município de Sumé, na Paraíba. Após trabalhar durante anos em São Paulo, retornou a sua terra natal em 2001, quando iniciou seu ofício como escultor, sendo descoberto por artistas paraibanos consagrados, como Chico Ferreira, Miguel dos Santos e Flavio Tavares. Seus temas mais frequentes são santos, figuras comuns de seu povo e animais, tanto da fauna nordestina quanto os que povoam seu imaginário.

CHICO FERREIRA
Ceramista nascido em 1957 em Catolé do Rocha, PB. Em 1970 muda-se para a capital João Pessoa, onde realiza sua primeira exposição em 1982. Ministrou cursos de cerâmica artística em centros culturais, realizou intervenções nas cidades de João Pessoa e São Paulo e expôs seu trabalho em Portugal, Espanha e França.

GILVAN SAMICO
Gilvan José de Meira Lins Samico nasceu em Recife, PE, em 1928 e reside atualmente em Olinda, PE. Iniciou sua carreira inspirado pelo expressionismo de nomes como Lívio Abramo e Oswaldo Goeldi, mas é atualmente conhecido por suas xilogravuras ricas em detalhes. Embora não seja considerado um artista popular, seu trabalho tem inspiração nas temáticas e no estilo das gravuras populares do Nordeste do Brasil.

GINA DANTAS
Virgínia Bezerra Cavalcante Dantas é natural de Recife, PE, mas reside há anos em João Pessoa, PB, onde tem seu ateliê. A artista modela em cerâmica figuras femininas, híbridas feminino-masculino e humano-animal, com inspiração em figuras mitológicas multiculturais, com acabamento em engobe.
 
J. BORGES
José Francisco Borges, nascido em 1935 em Bezerros, PE, foi oleiro, fabricou brinquedos artesanais e é cordelista. Como não tinha mais dinheiro para pagar um ilustrador para seus cordéis, passou a fazer ele mesmo as xilogravuras, trabalho este descoberto por colecionadores e marchands e levado ao meio acadêmico, à capa de um livro de Eduardo Galeano e à abertura da telenovela Roque Santeiro. Com uma técnica própria de colorização, representa temas ligados ao povo nordestino, como pobreza, cangaço, religiosidade e crimes.

J. MIGUEL
Filho de J.Borges, José Miguel da Silva nasceu em 1961, em Bezerros, PE. Começou a trabalhar já aos 10 anos de idade na gráfica do pai, onde se produziam folhetos de cordel. Iniciando com pequenas gravuras, logo despertou interesse de colecionadores e marchands. Vendeu muitas de suas matrizes, mas ainda assim formou um acervo que conta com mais de 100 obras.

LUIS TANANDUBA
Nascido em 1972, na Paraíba, começou a pintar em 1985, sob a orientação do artista plástico Alexandre Filho. Retrata em suas pinturas expressivas o homem e o cotidiano da vida campestre. Sua inspiração vem de uma visão idealizada e subjetiva do povoado de Caiçara, interior do Estado, onde cresceu e tomou emprestado seu sobrenome artístico “Tananduba”, um dos sítios da região.

MANUEL EUDÓCIO
Manuel Eudócio Rodrigues nasceu em 1931 no Alto do Moura, comunidade vizinha a Caruaru, PE. Desenvolveu estilo próprio e, com sua maneira despojada de moldar, criou com dezenas de tipos que hoje são marca registrada de seu trabalho, como Lampião e Maria Bonita, Noivos a Cavalo e Vaca na Ordenha, entre outros. As peças do artista são queimadas em forno a lenha rústico, a baixa temperatura, sem uso de esmalte. Numa segunda etapa são pintada, geralmente com cores fortes e brilhantes.

MARLIETE
Marliete Rodrigues da Silva, filha do famoso bonequeiro Zé Caboclo, nasceu em 1957 na comunidade Alto do Moura, localizada próxima à cidade de Caruaru, PE. Atualmente, seu grande sucesso são as miniaturas de cenas como A família de retirantes fugindo da seca. Já expôs seu trabalho em Portugal e na França.

MESTRE CUNHA
José Francisco Cunha nasceu em Ipojuca, PE, e atualmente reside em Jaboatão dos Guararapes, PE. Suas obras são geralmente brinquedos (carrinhos, navios, aviões, animais) confeccionados em madeira, arame, vidro, espelho, garrafa pet, pregos, massa de modelar e tinta a óleo, e de concepções originais.

MIGUEL DOS SANTOS
Nascido em 1944 em Caruaru, PE, reside desde 1960 em João Pessoa, PB, onde possui ateliê. Além de ceramista e pintor, também esculpe em mármore, pedra sabão e madeira. Cria esculturas inspirados num realismo mágico e em mitos nordestinos. A inspiração de origem africana aparece na confecção de máscaras. Produz peças em pequenas e grandes dimensões com barro obtido na própria região, queimado em forno elétrico de alta temperatura.

NENÉ CAVALCANTI
Desde pequena, Maria das Neves Cavalcanti Moreira, de Alagoa Nova, PB, transformava barro em brinquedos, na forma de panelas, gatos e cachorros. Cursou enfermagem e pedagogia, mas descobriu sua vocação no curso de Educação Artística, no qual ingressou em meados dos anos 80. Mistura em seu trabalho com cerâmica materiais variados, como pregos, arame farpado, pedras semipreciosas e molas.

OZIEL DIAS
O escultor autodidata Oziel Dias Coutinho, de Itabaiana, PB, iniciou-se no ofício com uma marcenaria própria montada em sua residência. No início fabricava móveis, depois passou a esculpir animais em madeira. Utiliza troncos de umburama e mulungu para dar forma a animais de seu universo sertanejo, como cachorros, jumentos, tatus, sabiás e cabritos, entre outros.

 
ROSILENE LIMA
Autodidata, Rosilene Lima nasceu em João Pessoa, PB, em 1968 e começou a pintar em 1991. A principal fonte de inspiração de seu trabalho está na natureza. Seus grandes quadros coloridos são povoados de animais, com texturas criadas a partir da mistura de tintas com lápis pastel.

TIAGO AMORIM
Tiago Amorim vive e trabalha em Olina, PE. É pintor, desenhista e principalmente ceramista. Vivendo cotidianamente com a arte há mais de 30 anos, já fez experiências com diferentes tipos de textura com barro. Reconhecido nacional e internacionalmente, participou de várias exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, que lhe renderam diversos prêmios. O universo da obra do artista é povoado de pássaros, cavalos e mulheres, moldados no barro e queimados crus ou esmaltados.

TOTA
Antonio Pascoal Regis nasceu em 1932 na cidade pernambucana de Tracunhaém. Mudou-se em 1968 para João Pessoa, PB, onde faleceu em 2002. Suas peças utilitárias e decorativas eram produzidas com barro colhido das jazidas da região, que ele próprio preparava, pisando e peneirando. Decorava suas peças com esmaltes de tons variados e as queimava em rústico forno a lenha.

WILSON FIGUEIREDO
Natural da cidade de Patos, PB, Wilson Figueiredo reside na capital João Pessoa desde 1973. Desenhista do ramo de edificações aposentado, iniciou sua carreira artística em 1998. Emprega em seu trabalho técnica mista, segundo ele inédita, de desenho em arame sobre eucatex. As telas retratam cenas vividas pelo artista e sua infância no sertão nordestino.

ZÉ BEZERRA
Zé Bezerra, do município de Buíque, PE, virou artesão a partir de 2002, esculpindo árvores caídas, transformando seus troncos e raízes em obras de arte. Em suas obras encontramos figuras humanas, carros de boi, animais e outros elementos que fazem parte do universo sertanejo. Zé Bezerra observa forquilhas e nós da madeira e os utiliza como sugestões para as imagens que esculpe.

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