Florian Raiss – Desenhos recentes

Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria abre exposição individual Florian Raiss – Desenhos Recentes, trazendo treze desenhos produzidos em 2011 com grafite sobre papel, explorando as possibilidades expressivas do material. A mostra, com curadoria de Mônica Filgueiras, conta ainda com oito pratos de cerâmica baixo esmalte. Tanto nos desenhos quanto nos pratos aparecem reinterpretações de temáticas do universo de Florian, tendo o mar como ponto de partida. Abertura: 09 de novembro.

Exposição  Florian Raiss – Desenhos Recentes
Curadoria:  Mônica Filgueiras
Abertura:  09 de novembro, quarta-feira, às 19h
Período:  10 de novembro a 07 de dezembro de 2011
Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria
Rua Bela Cintra, 1533
Jardins
São Paulo 
Tel.: (11) 3082-5292
Horário:  segunda a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h30 às 15h
Nº de obras:  21
Técnica:  grafite sobre papel e cerâmica baixo esmalte
Dimensão:   44cm (diâmetro) a 100 x 70cm
Preço:   R$ 1.800,00 a R$ 6.000,00

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Beth Turkieniez – Volantes na Galeria Ímpar

A Galeria IMPAR abre a exposição Volantes, um pequeno recorte das obras de Beth Turkieniez, trazendo 30 trabalhos de técnicas variadas, entre pinturas, fotogravuras, fotografias, escultura e objetos. A mostra da artista plástica, atualmente inspirada pelo centro da cidade de São Paulo, local que adotou como nova residência, não tem um conceito exato, definido. É pensada de modo a adequar a riqueza da diversidade, das opções, suportes e técnicas com as quais trabalha, ao espaço intimista da galeria.

Abertura: 18 de outubro
Curadoria: Mario Gioia
Coordenação: Dedéia Meirelles
Galeria IMPAR – Rua Mourato Coelho, 1017 
Vila Madalena –  São Paulo
Tel.: (11) 2645.4480
Abertura: 18 de outubro – terça-feira – às 19h
Período: 19 de outubro a 11 de novembro de 2011
Horário: segunda a sexta feira, das 10 às 19h
Nº de obras: 30
Técnica: pintura, fotogravura, fotografia, escultura e objeto
Dimensão: de 13 x 18cm a 220 x 160cm
Preço: R$ 400,00 a R$ 27.000,00

Contemporaneidade na AM Galeria Horizonte

A AM Galeria Horizonte abre a mostra coletiva Contemporaneidade exibindo obras de artistas que trabalham com linguagens próprias na Arte Contemporânea, questionando a relação do homem com o tempo e o espaço e levantando uma série de reflexões acerca das constantes transformações ao nosso redor e às quais nos submetemos. Para essa exposição, com curadoria de Ângela Martins, foram selecionados trabalhos de nove artistas, que produzem em suportes variados, de telas a objetos tridimensionais.
Abertura 15 de junho.

Exposição: ContemporaneidadeAdriana Rocha, Amilcar de Castro, Dan Fialdini, Farnese de Andrade, Jorge dos Anjos, José Bento, Leonora Weissmann, Marcos Coelho Benjamin e Nelson Screnci

Curadoria:  Ângela Martins
Local: AM Galeria Horizonte
Rua Estados Unidos, 273
Jardim Paulista – Tel.: (11) 3044-1057
Período: 15 de junho a 09 de agosto de 2011
Horário: 2a a 6a feira, das 10h às 19h, sábado, das 10h às 13h
No. de obras: 60
Técnica: pintura, tela, escultura
Dimensão: 12 x 24cm a 150 x 210cm
Preço: R$ 1.700,00 a R$ 140.000,00 

A AM Galeria Horizonte abre a mostra coletiva Contemporaneidade, com curadoria de Ângela Martins. A exposição conta com obras de artistas que trabalham com linguagens atuais, em variados suportes, que vão das telas aos objetos tridimensionais.

Participam da mostra tanto com artistas já consagrados, como Amílcar de Castro, um dos fundadores do Neoconcretismo, quanto novos expoentes do gênero, caso de Leonora Weissmann. No quesito conceito, apesar de dividirem linguagens de um mesmo universo artístico, as obras exibidas em Contemporaneidade tem inspirações diversas, indo das paisagens fartamente arborizadas de Nelson Screnci às representações de espaços e imensidões de Adriana Rocha

Também fazem parte da exposição trabalhos de Dan Fialdini, Farnese de Andrade, Jorge dos Anjos, José Bento e Marcos Coelho Benjamin. À exceção do baiano José Bento, todos os artistas de Contemporaneidade são mineiros e paulistas.

A Arte Contemporânea não é algo a ser simplesmente observado e contemplado. Ela desperta sensações de estranhamento, questionamentos, reflexões; analisa nossa complexa relação com o tempo e o espaço e as constantes mudanças às quais nos submetemos a cada inspiração e expiração.

Os suportes utilizados na Arte Contemporânea podem ser dos mais tecnológicos aos mais tradicionais. O que importa verdadeiramente é a transmissão de um pensamento e a qualidade da ideia que se quer transmitir. É nisso que se baseia a exposição Contemporaneidade.

Os Artistas 

Adriana Rocha

Pintora, desenhista, artista gráfica, cenógrafa, arte-educadora, formou-se pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP em 1980. Em 1981 complementa estudos de desenho e aquarela na Académie de la Grande Chaumière, em Paris, França. No ano seguinte estuda desenho com Carlos Fajardo. Participou de diversas exposições, entre as principais o 2º Salão Pirelli de Arte Jovem, no Masp, e a 4ª Bienal Internacional de Havana, Cuba, em 1991.

Amilcar de Castro

O mineiro Amilcar de Castro foi um dos fundadores do Neoconcretismo, movimento que renovou a arte brasileira nos anos 1960. É considerado pela crítica como um dos maiores nomes da arte brasileira de todos os tempos. Inventor de um método simples e revolucionário de realizar esculturas, denominado “corte e dobra”, Amilcar de Castro foi também um profícuo designer gráfico, desenhista e gravador.

Dan Fialdini

Formado em Desenho Livre pela FAAP. Em 1970 se torna assistente da diretoria do Masp, onde dois anos depois assume a curadoria e montagem. Em 1983 começa a criar esculturas em madeira e em 1986 esculturas em granito, mármore e outras pedras. Em 1988 participa da mostra “A Escultura no Brasil” – Sesc Pompeia. No início da década de 1990 deixa o Museu de Artes de São Paulo e passa a se dedicar somente às esculturas. Participou de diversas coletivas ao redor do mundo e em 2008 lança seu primeiro livro, “Arte na Pedra”.

Farnese de Andrade

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, muda-se em 1942 para Belo Horizonte, onde estuda desenho com Guignard na Escola do Parque. Em 1950 trabalha como ilustrador para o Suplemento Literário do Diário de Notícias, Correio da Manhã, o Jornal de Letras e para as revistas Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete. Em 1959 se aperfeiçoa em gravura em metal, com orientações de Johnny Friedlaender.

Jorge dos Anjos

Jorge dos Anjos é artista plástico, com especialização em pintura, gravura e escultura. Desde 1978 participa de exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior, além de colaborar com vários festivais culturais de arte negra espalhados pelo País. Suas criações já foram apresentadas em galerias em diversas partes do Brasil e também no exterior, em países como Portugal, EUA, Alemanha, França, Angola, Moçambique e Paraguai.

José Bento

Escultor autodidata, transfere-se em 1966 com a família para Belo Horizonte. Cria entre 1981 e 1988 uma série de cenas e ambientes em miniatura com palitos de picolé. Em 1989 expõe parte dessas peças no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Passa a produzir esculturas com troncos tombados naturalmente, que recolhe na região da Mata Atlântica entre Minas e Espírito Santo. A partir de 2000 trabalha também com vidro, espelho e granito. Em 2004 exibe suas esculturas no Museu de Arte da Pampulha, BH.

Leonora Weissmann

Leonora Weissmann nasceu em Belo Horizonte em 1982. Possui formação acadêmica em Pintura e Gravura pela Escola de Belas Artes da UFMG, onde atualmente cursa pós-graduação. Atua profissionalmente como artista plástica e cantora. Já participou de diversas exposições coletivas e individuais, nacionais e internacionais. Dentre as premiações que recebeu, destaca-se a última, concedida pela Fiat Mostra Brasil 2007, com exposição paralela à Bienal de São Paulo.

Marcos Coelho Benjamin

Escultor, pintor, cartunista, designer gráfico, ilustrador, desenhista e cenógrafo, parte, em 1969, para Belo Horizonte. Começou de forma autodidata a desenhar quadrinhos. Em 1977, já em Belo Horizonte, produziu uma série de brinquedos de materiais reciclados e orgânicos. A partir de 1979 passou a dedicar-se à criação de objetos tridimensionais e instalações. Em 1989 iniciou a fase de produção de obras em grandes escalas e dimensões.

Nelson Screnci

Nelson Screnci é artista plástico e professor de Artes Visuais e de História da Arte. Em 1983 recebeu o Prêmio Pirelli-Masp. Desde então, participa ativamente do circuito cultural realizando palestras, cursos, artigos e exposições pelo Brasil. Seu trabalho integra o acervo de importantes museus nacionais e internacionais, além de servir de referência em diversas publicações culturais mundo afora.

Prêmio Belvedere Paraty

A Galeria Belvedere, espaço cultural destinado à arte contemporânea na cidade histórica de Paraty, RJ, publica Edital para a segunda edição do Prêmio Belvedere Paraty, concurso anual voltado a artistas que trabalhem com linguagens da arte contemporânea nas modalidades pintura, fotografia, escultura, digital-art e vídeo. Na edição 2011, a segunda do Prêmio, o tema é “A força da diversidade”. As obras selecionadas por uma Comissão de Notáveis no segmento serão expostas na Galeria Belvedere e uma delas será eleita a vencedora pela mesma comissão julgadora. Abertura das inscrições 25 de maio.

Evento: Prêmio Belvedere Paraty 2011
Inscrições: de 25 de maio a 10 de julho de 2011 no site http://www.belvedereparaty.com
Modalidades: pintura, fotografia, escultura, vídeo e digital-art
Taxa de inscrição: R$ 100,00 (menores de 30 anos completos até 30/04/2011 pagam R$ 50,00)
Premiação: 30 de julho de 2011, durante o festival de artes visuais Contemporânea Art Paraty
Local: Galeria Belvedere 
Endereço: Rua Marechal Deodoro, 340
Paraty, RJ – 23970-000
Tel.: (24) 3371.4101

A Galeria Belvedere, espaço cultural destinado à arte contemporânea na cidade histórica de Paraty, RJ, anuncia a o lançamento do edital da segunda edição do Prêmio Belvedere Paraty, concurso anual voltado a artistas brasileiros e estrangeiros com residência no País, de qualquer faixa etária, que trabalhem com linguagens inerentes à arte contemporânea.

Os interessados podem inscrever obras nas modalidades pintura, fotografia, escultura, digital-art e vídeo. Os trabalhos devem, obrigatoriamente, ser inéditos, não tendo participado de exposição, salão ou concurso. Nessa segunda edição, o tema das obras é “A força da diversidade”.

O processo de escolha do vencedor ocorre em duas etapas. Na primeira, todos os trabalhos inscritos são enviados aos membros da Comissão Julgadora, convidada pelo evento, que irá selecionar um mínimo de 30 trabalhos. Para a segunda fase, os selecionados enviam suas obras à Galeria Belvedere, que fará uma mostra coletiva e o júri selecionará o vencedor.

Comissão Julgadora 2011:

  • Emanoel Araújo (artista, Diretor do Museu Afro Brasil, SP)
  • Francesca Sorace (curadora da editora de livros de arte Charta, Milão, Itália)
  • Éder Chiodetto (fotógrafo e curador de fotografia no MAM, SP)
  • Monica Filgueiras, (galerista, SP)
  • Liege M. Gonzales, (editora da revista DAS Artes, RJ)
  • Márcio Franco (artista, curador da Casa da Cultura de Paraty, RJ)
  • Cesare Pergola (arquiteto-artista, diretor da Galeria Belvedere, Paraty, RJ)

O Edital regulador do Prêmio Belvedere Paraty, bem como a Ficha de Inscrição, estão disponíveis para download no site www.belvedereparaty.com. O valor de cada inscrição é R$ 100,00 (cem reais), sendo que menores de 30 anos, completos até 30/04/2011, tem direito a desconto de 50% (R$ 50,00). Demais instruções no site.

O vencedor do Prêmio Belvedere Paraty 2011 será anunciado durante o Contemporânea Art Paraty, evento que leva arte a diversos pontos da cidade de Paraty e que será realizado entre os dias 29 e 31 de julho, com intercâmbio entre artistas brasileiros e estrangeiros, mesas redondas, palestras e apresentações de música, dança e teatro. O troféu será entregue pelas mãos de Emanoel Araújo, artista homenageado do evento.

O vencedor de 2011 selecionado pela Comissão é premiado com viagem para duas pessoas, de 10 dias para Florença, Itália, e uma exposição individual agendada para a próxima edição do Prêmio Belvedere Paraty.

Edição 2010

Na primeira edição do Prêmio Belvedere Paraty, realizada em maio de 2010, foram inscritos artistas de 111 cidades brasileiras, de Manaus a Porto Alegre. A vencedora foi Khaori Wakamatsu, de Mogi das Cruzes, SP, que recebeu o troféu das mãos da atriz Maria Della Costa. Khaori visitou Florença durante o mês de setembro de 2010, onde foi recebida pelo representante do setor “Cultura della Provincia di Firenze”, dott. Sandro Belisario.

Arte Sacra Popular no Museu de Arte Sacra

Galeria Pontes, em parceria com o Museu de Arte Sacra, apresenta a exposição Arte Sacra Popular. Essa é uma das primeiras ações conjuntas da instituição com o segmento de arte popular contemporânea que, diferente da arte sacra erudita, tem sua produção realizada sem técnicas acadêmicas formais, sendo assim marcada pela originalidade e criação de novas linguagens e também pelas soluções encontradas a partir dos recursos disponíveis. A mostra, com curadoria de Edna Matosinho de Pontes, da Galeria Pontes, conta com 40 peças inspiradas na religiosidade em  técnicas variadas, como madeira talhada e esculpida, escultura em barro e cerâmica, pintura e bordado. Abertura: 07 de junho de 2011.

Exposição: Arte Sacra Popular 
Adão, Antônio de DedéAntônio Poteiro, Artur Pereira, Bento
CostinhaFé CórdulaHiginoJoão das AlagoasJosé Antônio da SilvaJosé BezerraMaria do SocorroMestre Dezinho, Naninho
Odon NogueiraTota e Willi de Carvalho

Curadoria: Edna Matosinho de Pontes
Local: Museu de Arte Sacra
Avenida Tiradentes, 676 
Luz – Tel. (11) 56275393 

Abertura: 07 de junho – terça-feira – 19h
Período: 08 de junho a 07 de agosto de 2011
Horário: 3a a domingo, das 10 às 18h
Nº de obras: 40
Técnica: Esculturas em madeira, cerâmica e barro, madeira talhada, pintura e bordado

Galeria Pontes, juntamente com o Museu de Arte Sacra, apresenta a mostra Arte Sacra Popular, reunindo 40 peças em suportes variados, como escultura em madeira, barro e cerâmica, bordado, pintura e madeira talhada.

Com curadoria de Edna Matosinho de Pontes, da Galeria Pontes, a exposição, que abre pela primeira vez as portas do Museu de Arte Sacra para a arte popular contemporânea, traz artistas oriundos da região Nordeste, Sudeste e Portugal.

Na arte popular contemporânea a inspiração fundamental é o cotidiano da região habitada pelo artista, que retrata o trabalho (geralmente atividades rurais), as festas populares e a religiosidade. É a arte inspirada na fé, seja de quem a produz ou de quem a encomenda, o recorte escolhido para Arte Sacra Popular. Sem base num estudo formal, característica que define arte popular, os artistas exibem esculturas de santos, presépios, oratórios e outras representações com a mesma temática, cada qual com sua inspiração, estilo e suporte.

Além dos artistas Adão, Antônio de DedéAntônio Poteiro, Artur Pereira, BentoFé CórdulaHiginoJoão das AlagoasJosé Antônio da SilvaMaria do SocorroMestre DezinhoNaninhoTota e Willi de Carvalho, a exposição traz ainda obras características da temática, com trabalhos de artistas anônimos e seus “ex-votos” (trabalhos artísticos que expressam gratidão a um santo católico por uma graça recebida) e as “paulistinhas” (imagens sacras em barro características da produção de São Paulo entre os séculos XVIII e XIX, de traços simples e sem formalidade na composição).

Os Artistas:

ANTÔNIO DE DEDÉ – Antônio Alves Santos nasceu em 1953, em Lagoa da Canoa, AL, onde vive e trabalha. Faz parte de uma comunidade remanescente de quilombolas. Escultor de madeira intuitivo, apresenta um trabalho rústico com soluções encontradas a partir de poucos recursos, como a imagem da Virgem com o coração trespassado de setas.

ANTÔNIO POTEIRO – Antônio Batista de Souza nasceu em Santa Cristina de Pousa, Portugal, em 1925. Chegou ao Brasil ainda pequeno, morando em São Paulo, Minas Gerais, entre os índios Carajás na Ilha do Bananal e depois radicando-se em Goiânia, GO. Ganhando a vida como fabricante de cerâmica utilitária, seus potes – daí o apelido – passaram a ganhar qualidade artística com o tempo, ultrapassando sua função.

ARTUR PEREIRA – Artur Pereira nasceu em 1920 em Cachoeira do Brumado, MG, e faleceu em 2003 em Mariana, MG. Para ajudar no sustento da família, começou a trabalhar muito cedo em diversas atividades, antes de descobrir seu talento para a escultura. Produziu obras em barro, imagens isoladas em madeira e grupos em monobloco, também em madeira. Entre os temas que mais trabalhou está a liturgia católica, consistindo basicamente no presépio.

BENTO – Bento Medeiros Gouveia nasceu em 1961 no município de Sumé, na Paraíba. Após trabalhar durante anos em São Paulo, retornou a sua terra natal em 2001, quando iniciou seu ofício como escultor, sendo descoberto por artistas paraibanos consagrados, como Chico Ferreira, Miguel dos Santos e Flavio Tavares. Entre seus temas mais frequentes estão as esculturas de santos.

COSTINHA – Costinha, nascido Raimundo Nonato Costa Filho em Teresena, PI, em 1968, começou a trabalhar em 1980, como discípulo de Mestre Dezinho. É especialista em escultura em madeira e seus trabalhos tem o talho característico da escola de Dezinho. Especializou-se na produção de anjos, santos, mas também faz talhas regionais, painéis, baús coloniais, oratórios e gamelas.

FÉ CÓRDULA – Francisco de Assis Córdula nasceu no Rio Grande do Norte em 1933 e reside em Goiás. É pintor, escultor e desenhista autodidata, tendo participado de inúmeras exposições. A questão religiosa é forte na sua pintura e aparece de forma muito própria, com figuras de santos coloridas, alegres, cercadas por anjos, plantas e bichos.

HIGINO – Higino Simplício de Almeida nasceu em 1958, em Belo Horizonte, MG. Foi o primeiro e principal discípulo do grande mestre da escultura em madeira, Maurino Araújo. Aconselhado por Maurino, Higino seguiu seu próprio caminho e se firmou como artista original, com clara inspiração no barroco mineiro e em especial na obra de Aleijadinho.

JOÃO DAS ALAGOAS – João Carlos da Silva, escultor alagoano nascido em 1958 na cidade de Capela, é responsável por recriar o boi do bumba, que representa em grandes peças, com saias esculpidas, contando histórias do folclore, brincadeiras de rua, casamentos e batizados, ou seja, as histórias do povo, de suas tradições e seu imaginário. João das Alagoas é reconhecido em concursos nacionais e internacionais como um dos maiores escultores do país.

JOSÉ ANTÔNIO DA SILVA – José Antônio da Silva, nascido em Sales de Oliveira, SP, em 1909, e falecido em São Paulo, SP, em 1996, começou a ter espaço para criar suas pinturas somente aos 37 anos de idade. Após ter ganhado o primeiro prêmio no concurso da Casa de Cultura de São José em 1946 sua trajetória foi impulsionada. Na década seguinte o artista já participava de Bienais de São Paulo e tinha sala especial na Bienal de Veneza. Além dos costumes e lazeres do campo, retratou em suas obras o universo do sagrado, com santos, crucificações e vias-sacras.

JOSÉ BEZERRA – José Bezerra, do município de Buíque, PE, virou artesão a partir de 2002, esculpindo troncos de árvores caídas, transformando seus troncos e raízes em obras de arte. Em suas obras encontramos figuras humanas, carros de boi, animais e outros elementos que fazem parte do universo sertanejo. Zé Bezerra observa forquilhas e nós da madeira e os utiliza como sugestões para as imagens que esculpe.

MESTRE DEZINHO – José Alves de Oliveira nasceu em 1916 em Valença, PI. Marceneiro de formação, Mestre Dezinho iniciou sua trajetória na capital Teresina, entalhando ex-votos sem cobrar nada por seu trabalho. Esculpiu imagens sacras para a igreja Vermelha a pedido do vigário local, substituindo as imagens de gesso. O regionalismo aparece nos detalhes das saias dos santos, com cajus, folhagens e flores típicas da região.

NANINHO – Martiniano Moreira de Carvalho nasceu em 1962 na comunidade de Bichinhos, pertencente ao município de Prados, MG. Em sua infância, Naninho produzia seus próprios brinquedos em barro. Seu primeiro trabalho artístico foi um Cristo esculpido em uma tora de madeira para a procissão do senhor morto de sua comunidade. O artista prossegue trabalhando com a madeira e com temas inspirados no catolicismo.

ODON NOGUEIRA – Nascido em Bela Vista de Goiás em 1981, Odon Nogueira iniciou sua carreira em 2003, trabalhando em pedra sabão e desenvolvendo temas abstratos. Hoje é conhecido e admirado por suas obras em terracota. No início teve influência de Antônio Poteiro; no entanto, Odon começou a desenvolver estilo próprio, em obras que expressam uma simbologia e uma maneira de interpretar o mundo bastante pessoal e original.

TOTA – Antonio Pascoal Regis nasceu em 1932 na cidade pernambucana de Tracunhaém. Mudou-se em 1968 para João Pessoa, PB, onde faleceu em 2002. Suas peças utilitárias e decorativas eram produzidas com barro colhido das jazidas da região, que ele próprio preparava, pisando e peneirando. Decorava suas peças com esmaltes de tons variados e as queimava em rústico forno a lenha.

WILLI DE CARVALHO – Wellivander de Carvalho é um artista mineiro, que vive e trabalha em Belo Horizonte, MG. Utilizando-se de materiais simples como caixas de fósforos, palitos, fragmentos de espelhos para a criação de obras inspiradas no barroco, nas festas mineiras e no carnaval. Seus presépios e oratórios são muito premiados, bem como suas miniaturas feitas com precisão e habilidade de ourives.

A Galeria – A Galeria Pontes, inaugurada em setembro de 2008, fica em São Paulo, num casarão tombado pelo patrimônio histórico, entre os bairros de Higienópolis e Pacaembu. Em seu acervo estão obras de G.T.O., Mestre Eudócio, Maurino de Araujo, Antonio Julião, Poteiro, Bajado, Waldomiro de Deus, Tota, Adir Sodré, Miguel dos Santos, Sil e outros nomes significativos da arte popular brasileira contemporânea.

Conforme declaração do museólogo e crítico de arte Fábio Magalhães, “A Galeria Pontes dedica-se exclusivamente à arte popular. É o resultado do olhar amoroso, ensolarado de Edna Matosinho de Pontes que percorreu todo o Brasil à procura de peças que expressassem com inventividade a magia do povo brasileiro e a força da nossa natureza. Na escolha dos artistas e das peças, Edna deixou a paixão no comando, mas procurou sempre o horizonte da autêntica criatividade. E assim, com paciência e a necessária obstinação, reuniu um acervo rico e diversificado. As obras são originárias das mais distantes regiões brasileiras – foram produzidas na Floresta Amazônica, no Pantanal de Mato Grosso, no serrado de Goiás, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, no sertão de Pernambuco, enfim, vieram do vasto mundo que compõe o nosso País. O conjunto forma um panorama da alma brasileira, apresenta um Brasil sonhado pelo seu povo, com exuberância, mística e sensualidade. A Galeria Pontes é, em si mesma, ensolarada, um arco-íris. Um espaço de muita vitalidade. Energia que não para de brotar, porque a arte popular é germinal, isto é, plena de vida.”

Eva Soban na VI Bienal de Arte no México

Eva Soban, artista têxtil, comunica sua participação na VI Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, no Museo Diego Rivera Anahuacalli, México. Única representante brasileira selecionada, a artista criou peça inédita para o evento, intitulada – El Arbol de la Vida. Sendo o “Ar” o tema central, as pesquisas de Eva Soban deram origem a uma obra inspirada na respiração. Nela, há um paralelo traçado entre as árvores encontradas na natureza e o sistema respiratório, que podem ser comparados tanto na forma quanto na função.

Abertura: 26 de maio de 2011.
Exposição: Eva Soban – VI Bienal de Arte Têxtil Contemporânea
Local: Museo Diego Rivera Anahuacalli
Endereço: Calle Museo, 150, San Pablo Tepetiapa, Coyoacán,
04620 – México
Telefone: 52 (55) 5617-4310 / 52 (55) 5617-3797
Abertura: 26 de maio, às 20h
Período: 26 de maio a 22 de julho de 2011
Horário: terça a domingo, das 10h30 às 17h

Eva Soban teve seu trabalho selecionado para a VI Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, que acontece entre maio e julho, no México. A artista é a única representante do Brasil no salão destinado a obras, em fibra, de formato grande.

Tendo em mente o tema da bienal, “Ar”, Eva desenvolveu seu trabalho com inspiração na respiração, traçando um paralelo entre as árvores e o sistema respiratório. “Pensei na respiração, na importância dela para nos manter vivos”, explica a artista. Essa metáfora, que diz respeito tanto a forma quanto a função, é o que norteia sua obra: El Arbol de la Vida.

O trabalho atual de Eva, que vem da tradição brasileira do trançado e da forma tecida, é “delicado, pleno de temas ocultos e de uma sensibilidade no limite da arte”, de acordo com o crítico de arte Jacob Klintowitz.

A BienalA Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, organizada pela WTF – World Textile Art, acontece desde 2000, tendo ocorrido por duas vezes em Miami, e depois na Venezuela, Costa Rica e Argentina. O evento existe não apenas para divulgar, mas também para incentivar a criatividade e o intercâmbio no ramo. Além das exposições, a bienal conta ainda com projetos paralelos, como oficinas têxteis para crianças, mostras itinerantes, conferências acerca da indústria e da criação têxtil, promoção, documentação e eventos culturais.

A artistaGraduada em Sociologia e Política, Eva Soban freqüentou cursos livres de Artes Plásticas, entre eles Escola Brasil. Pesquisa e trabalha com arte de fibra desde 1972. Em seu currículo, constam diversas exposições no Brasil e no exterior, em países como Dinamarca, Portugal, Argentina e Espanha.

Mônica Filgueiras na SP-Arte

Mônica Filgueiras Galeria de Arte, destaque no mercado cultural desde os anos de 1960, participa da edição 2011 da SP-Arte, Stand 50, priorizando em seu espaço obras no segmento onde a marchande é expert, com reconhecimento comprovado: trabalhos com suporte em papel.

Monica Filgueiras transita em todas as tendências, técnicas e suportes da Arte Moderna e Contemporânea, brasileira e internacional, e em sua galeria exibe obras e lança artistas cujos trabalhos  se destacam aos exigentes olhos da marchande.

Para essa edição da Feira, destacou alguns trabalhos: fotografias da série pertencente ao livro “The Eternal Now” de Mario Cravo Neto; desenhos recentes de Florian Raiss; obras inéditas – pinturas e desenhos – de Leon Ferrari; tela, feita em Tókio, de Wesley Duke Lee – “Auto Retrato” de 1965 e uma instalação do artista plástico Fernando Ribeiro, da série ‘Minha Casa, Minha Vida’, criada especialmente para o evento.

A galerista também participa da 1ª edição do SP-Arte/Projetos, no 2º piso do Pavilhão da Bienal, com uma instalação da artista multimídia Raquel Kogan.

Destaques Stand 50 – Monica Filgueiras Galeria de Arte

  • Mario Cravo Neto – fotografias do livro “The Eternal Now”
  • Florian Raiss – desenhos recentes
  • Leon Ferrari – pinturas e desenhos inéditos
  • Wesley Duke Lee – pintura – Auto-retrato, 1965 (feito em Tókio)
  • Fernando Ribeiro – instalação inédita, da série ‘Minha Casa, Minha Vida

Artistas na SP Arte 2011

Desenhos & Gravuras sobre papel – Celso Orsini, Florian Raiss, Gabriel Nehemy, Marco Mariutti, Mira Schendel, Nelson Leirner, Patricia Kaufmann

Fotografias – Beatriz Franco, Fabrizio Fasano Jr, Pablo di Giulio

SERVIÇO

Monica Filgueiras Galeria de Arte
Pavilhão da Bienal – Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP
SP-Arte – stand 50 – De 12 a 15 de Maio de 2011

Galeria:
Rua Bela Cintra, 1533 – Jardim Paulista – São Paulo, SP
Tel.: (11)3082.5292

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