León Ferrari na Arte Aplicada

León Ferrari um artista de seu tempo na Arte Aplicada.

Sábado, 25 de setembro aconteceu a abertura da exposição do artista na referida galeria. Os interessados tem até 18 de outubro para conferir um dos mais importantes artistas latino-americanos.
Argentino, que em 1966, fugindo de um golpe militar na Argentina, veio para o Brasil onde viveu por 14 anos e destacou-se como um criador dos mais destacados e polêmicos.

Em 1978 a Pinacoteca do Estado apresentou a primeira exposição de Ferrari no Brasil. Com extensa atividade ele foi convidado especial da 27ª Bienal de São Paulo. Desde 1991 vive em Buenos Aires, realizando obras que são chamadas “Arquelogia do Signo”.

Sua obra é internacionalmente valorizada e difundida. Confira.

Arte Aplicada
Rua Haddock Lobo, 1406
fone: (11) 3064-4725
São Paulo

Leon Ferrari na Galeria Arte Aplicada

Leon Ferrari, a convite de Sabina de Libman inaugura, na Galeria Arte Aplicada, a exposição “Um Artista de seu tempo” onde exibe recorte de sua produção com 35 trabalhos em técnicas e suportes diversos, muitos já vistos mas também alguns inéditos, direto de seu atelier, com pinturas, gravuras, esculturas e, em especial, desenhos. Ao completar 90 anos de idade, Leon Ferrari nos dá o presente, através da amiga de mais de 20 anos, de ter um contato mais próximo com suas obras com uma exposição em galeria, fato não muito normal em seu currículo, onde as grandes mostras institucionais são mais constantes. Abertura dia 25 de Setembro

Exposição           Leon Ferrari – “Um Artista de seu tempo”

Curadoria             Sabina de Libman

Local                  Galeria Arte Aplicada www.arteaplicada.com.br

                           Rua Haddock Lobo, 1.406 – Tel.:(11) 3064.4725

Abertura             25 de Setembro – sábado – das 12 às 18h.

Período               de 27 de Setembro a 18 de Outubro de 2010.

Horário                2a a 6ª feira, das 10h. às 19h.//Sábado, das 10h. às 14h.

Nº de obras         35

Técnica:    gravuras, desenhos, esculturas, telas

Leon Ferrari abre mostra individual Um Artista de seu Tempo, com curadoria de Sabina de Libman, na Galeria Arte Aplicada onde uma seleção de 35 trabalhos de técnicas e suportes variados – pinturas, desenhos, gravuras, esculturas – exibe um recorte de sua produção desde 1976 até os dias atuais. Nanquim, crayon, alguma textura, cor, obras em preto e branco, objetos em arame, técnicas mistas, algumas inovadas ou aprimoradas pelo próprio artista, estão presentes nos trabalhos selecionados, e também se apresentam como uma declaração, em obras de arte, de que Leon Ferrari não possui “nenhum preconceito ou restrição quanto à utilização de materiais ou suportes”.

Leon Ferrari, um dos grandes ícones internacionais das artes plásticas ainda em atividade, cria sem medo do brilho. Suas obras, temas, materiais, técnicas e suportes são reflexos do que está vivendo ao concebê-las; sua obra traduz um sentimento pessoal no momento da criação. Ao trabalhar, Leon Ferrari está imerso em total concentração e, apenas nesse momento se define o que e o como fazer a próxima obra.

O artista sempre se destacou por um lado político ativo, contestador e questionador, mas o tempo parece ter colaborado para suavizar os traumas de uma vida atribulada cujo resultado está presente nas obras. Um homem suave, humano, sutil, bem humorado e delicado que está sempre atento aos fatos que ocorrem a seu redor. Por esse motivo, vale destacar que a recém adquirida suavidade não encobre seu constante questionamento sobre fatos e atos que afetem o coletivo do qual se considera parte.

Leon Ferrari já foi definido, por muitos, de várias maneiras mas também é considerado nos dias de hoje como um grande trunfo que abriu novos caminhos com um trabalho de impacto, inteligência, conteúdo e abrangência. Os admiradores de seus trabalhos estão intimamente vinculados à sua maneira de fazer arte a partir uma postura desinibida e irônica, destacando a experiência teórica e prática, a inteligência profunda e o compromisso social.

Leon Ferrari continua criando suas obras nos dias atuais sendo leal à sua própria definição: “O que me interessa é que sigo trabalhando e sinto que não me repito. Enquanto tiver essa possibilidade, tudo bem. O problema é quando o artista não sabe mais o que fazer e começa a copiar a si mesmo.”

Sabina de Libman define que “o impressionante, em Ferrari, é como ele segue sendo um ser simples, autêntico e com um vigor de jovem, pesquisando sempre, com uma alegria e despojamento difícil de encontrar em muitos jovens.”

Os trabalhos do artista permitem diversas leituras por parte do observador. Esse tipo de informação é importante para Leon Ferrari que declara: “eu mesmo nunca digo minhas motivações justamente para permitir essas leituras e não cercear a imaginação dos outros”.

Marcos Duprat na Galeria Mônica Filgueiras

Mônica Filgueiras abre a exposição Gênesis das Cores de Marcos Duprat, com 22 obras inéditas do artista plástico carioca que esteve distante do circuito cultural de São Paulo desde sua última exposição na Pinacoteca do Estado em 2006. A mostra é acompanhada do lançamento do livro Marcos Duprat da Coleção Portfólio – Brasil, JJ Carol Editora, que reúne obras e textos críticos sobre a trajetória do artista de 1965 até os dias atuais.

Os novos trabalhos em exibição, primordialmente feitos sobre papel, baseiam-se em temas que destacam elementos diversos como luz, água, céu, terra. Como define o artista, “o tratamento da luz exerce papel fundamental no trabalho e, junto à utilização da cor, é o denominador comum das obras apresentadas”. Marcos Duprat, com suas pinceladas precisas e delicadas, retrata o mundo exterior, o meio ambiente que vê, ainda não contaminado, procurando apontar para a importância de sua preservação ao retratar sua luz e suas cores.

Os papéis utilizados como suporte são dos mais diversos, do simples papel cartão aos sofisticados fabriano (Itália), canson écume (França) e papel artesanal japonês. Sobre esses suportes trabalhos são executados em técnicas mistas com pastel aquoso, aquarela e lápis de cor. As formas surgem com o movimento da mão, do gesto de pintar, que reflete a variação da realidade que podemos ver. O denominador comum é a luz que revela as formas e articula o espaço; orienta a utilização da cor  item básico na criação da imagem.

O trabalho de Marcos Duprat segue técnicas essencialmente tradicionais, clássicas, na execução das obras. Nos últimos anos houve uma expansão no formato, uma intensificação cromática e uma maior concentração em temas relativos à natureza e ao mundo exterior. Sempre um atento observador do mundo, pessoas e fatos, Marcos Duprat registra em esboços, fotos ou na própria memória os temas a serem criados que tomam forma a partir de um desenho preparatório.

No momento seguinte, a cor, a luz, a sombra compõe a forma final que presenteia o olhar do observador com uma obra harmônica. A luz, esta é a substância fundamental no espaço pictórico do artista. Toda a mágica das obras está na possibilidade de entrar em espaços ilusórios que se desenrolam além da superfície do papel.

Inquieto e sempre se impondo novos desafios, Marcos Duprat agora quer explorar cada vez mais a utilização da cor e do suporte através do uso do branco e da textura da superfície e sua interação com os pigmentos. O artista busca uma simplificação progressiva, em sua técnica de composição, ditada pela luz e pela sombra.

O ARTISTA

Inicia sua formação artística nos anos 60 no ateliê do MAM-RJ e na “Waseda University”, em Tóquio e, de 1974 a 1977, cursa mestrado em Artes plásticas, estética e pintura na “The American University”, em Washington, DC. Sua primeira exposição individual é na Galeria do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, em Washington em 1977. Em 1979, a convite do Professor Bardi, realiza exposição individual no MASP. Nos anos 70, 80 e 90 faz diversas mostras individuais dentre as quais se pode destacar a Galeria Paulo Figueiredo, SP (1983 e 1985), MASP, SP (1988), Centro Cultural San Fedele, Milão, Itália (1990), Museu Nacional da Hungria, Budapeste (1992), Centro Cultural Correios, RJ e MAC, SP (1995), Galeria Cândido Portinari e Museu de Arte Contemporânea de Montevideu, (1998), CCBB, RJ (1999). Em 2002, 2003 e 2004 realiza três exposições individuais em Tóquio respectivamente no Teien Metropolitan Art Museum, na Promo Art Gallery, e na Fujyia Gallery. Em 2006, expõe 100 obras na Pinacoteca do Estado, SP que seguem, em 2007 para Bruxelas, na Galeria Camargo Vilaça; em 2008 mostra retrospectiva no Centro Cultural Correios, RJ. Possui trabalhos em acervos públicos e privados, bem como instituições culturais, no Brasil e no exterior.