Centro Cultural São Paulo – Programação

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Programação de Música Clássica

 

Em setembro foram 31 eventos musicais. Neste mês são 32. Parafraseando a Madre Tereza de Calcutá que dizia não importar o quanto se faz, mas o quanto de amor se coloca no que se faz, para nós da Curadoria de Música também não importa a quantidade de eventos, mas sim a qualidade que se coloca nesses eventos.

Outubro de 2010

No dia 7, quinta-feira, na série de Concerto ao meio dia, o Arsis Piano Trio, com Fabio Chamma, violino; Angelique Camargo, violoncelo e Liliane Kans ao piano apresentam as As Quatro Estações Portenhas de Astor Piazzolla.

No dia 10, domingo, 11h30min a série Clássicos do Domingo apresenta o recital Amor de poeta com canções de Robert Schumann cantadas por Marco Antonio Jordão e pelo pianista Aimar de Noronha Santinho, com a participação especial da atriz Fernanda Scheberle.

No dia 17, domingo, 11h30min é a vez da pianista russa Olga Kiun fazer um recital com obras de seus conterrâneos Rachmaninov, Shostakovitch e Prokofiev.

No dia 14, quinta-feira, dentro da Semana da Criança acontece o concerto do projeto Villa das Crianças com um grupo formado por cinco músicos e a narração de Renata Campos em um evento voltado para a garotada, que destaca a música infantil de Heitor Villa-Lobos.

No dia 21, quinta-feira, Eliana Monteiro da Silva e Eduardo Nakaguma apresentam um recital de piano a quatro mãos com obras de Ronaldo Miranda, Marisa Resende e Clara Schumann.

No dia 24, domingo, 11h30min a ópera cômica La Serva Padrona de Pergolesi será encenada por cantores solistas do Teatro Municipal numa parceria que conta ainda com cenário e figurino.

E no dia 28, finalizando o mês o recital de Érika Ribeiro.

Outubro Independente recebe a sua 2.ª edição agora em parceria com a SMC, CCJ.. completar com o Julien cocorê

Maiores informações podem ser obtidas no blog da Causa Sonora

Concertos Especiais
Dias 23 e 24, sábado e domingo, às 21h e 20h
Sala Jardel Filho – Entrada Franca

 

Dia 23, sábado, às 20h
Daniel Murray convida: Sergio Kafejian,  Giuliana Audra e Chico Saraiva (Duo Saraiva-Murray e Trio Uni-versos).
Com: Chico Saraiva (violão), Sergio Kafejian (eletrônica),  Giuliana Audra (Flauta) e Daniel Murray (violão).

FRASE: O versátil violonista transita entre o erudito e o popular apresentando dois de seus projetos: o “Duo Saraiva-Murray”, uma parceria com Chico Saraiva focada no repertório brasileiro e o “Trio Uni-versos”, projeto de música eletroacústica que conta com o também violonista e compositor Sérgio Kafejian e a flautista Giuliana Audra.

RELEASE
O violonista Daniel Murray reúne a canção e a música eletroacústica brasileira num mesmo espetáculo com dois de seus projetos. Formado por Chico Saraiva e Daniel Murray, o Duo Saraiva-Murray estreou em Paris em novembro de 2009 interpretando composições de Tom Jobim, Heitor Villa Lobos e Chico Saraiva. Com fortes referências no repertório brasileiro e em violonistas como Egberto Gismonti, Paulo Bellinati e Guinga, o duo articula campos múltiplos do fazer musical, abarcando o folclore e a vanguarda, a música escrita e a improvisada, a canção e o violão. Tendo já significativa atuação individual nesses universos, os jovens integrantes do Duo Saraiva-Murray tem como foco a musica instrumental, desenvolve diferentes programas na interação com grandes músicos. O Trio Uni-versos surgiu da parceria de Sergio Kafejian e Daniel Murray no CD “…universos sonoros para violão e tape…”, além da flautista Giuliana audra, tendo como objetivo explorar a diversidade de sons e combinações possíveis de sonoridade do duo de violão e flauta, geralmente associados a um contexto mais tradicional, ampliados pela eletrônica em tempo real realizada pelo Sergio Kafejian. O grupo estreou em 2009 em uma  uma série de concertos contemplados pelo PAC que apresentavam composições próprias e de autores como Flo Menezes, Panaiyotis Kokoras entre outros grandes compositores comtemporaneos.

 

Chico Saraiva (Violão)
Considerado um dos melhores músicos de sua geração, o carioca Chico Saraiva é formado em música popular pela UNICAMP e estreou como compositor no álbum instrumental Água, em 1999. Foi o vencedor do 6º Prêmio Visa de MPB – Edição Compositores, apresentando repertório influenciado por Villa-Lobos, Edu Lobo e Guinga, o que resultou na gravação do disco Trégua, que recebeu elogios da revista francesa Vibrations. Em 2007 lançou Saraivada, que aborda as culturas tradicionais brasileiras, as quais visita com o grupo A Barca, do qual é co-fundador. Em 2009, depois de ser selecionado pelo Projeto Pixinguinha, lançou junto com a cantora Verônica Ferriani o cd Sobre Palavras, com músicas próprias sobre a poesia de Mauro Aguiar. Vem se apresentando nos principais palcos brasileiros ao lado de compositores como Francis Hime e Guinga.

Giuliana Audra (Flauta)
Bacharel em Flauta transversal pela Faculdade Santa Marcelina, onde teve aulas com Antonio Carlos Carrasqueira, Grace Handerson e Jose Ananias, estudou também na França com a flautista Izabelle Hureau, aperfeiçoando-se em interpretação da Musica contemporânea e técnicas estendidas da flauta. Fundou o Grupo Integrado Nova Musica e o Grupo de Musica Popular Brasileira Contemporânea Armazém Abaporu, com os quais gravou CDs e realizou tournées nacionais e internacionais. Em 2005 e 2006 morou em Londres, onde integrou a COMA – Orquestra, Orquestra de Musica Contemporânea –  especializada em primeiras audições, além de tocar junto a Pianista Sally Goldman em diversos Teatros da Cidade. Integrou ainda a Orquestra do Estado do Mato Grosso e realizou o projeto Cuiabá Sonora, um espetáculo ecológico musical ao lado do compositor Sergio Kafejian.

Sergio Kafejian (Eletronica em Tempo Real)
Formado em composição pela faculdade Santa Marcelina, onde estudou com Flo Menezes, Silvio Ferraz e Marcos Mesquita, recebeu três prêmios nacionais (Festival Ritmo e Som e III concurso Gilberto Mendes) e dois internacionais (25º e 35º Concurso internacional de Música Eletroacústica de Bourges, França). Em 1999, após realizar uma residência junto ao instituto de Música Eletroacústica de Bourges (França), passa seis meses em Paris, onde freqüenta cursos e palestras com compositores como Emannuel Nunes, Pierre Boulez e Marco Stroppa, entre outros. Fez mestrado em composição na Brunnel University (Londres). Sua última composição para orquestra “… Gritei… e o pássaro do equilibrio perfeito na ponta do abeto só mexeu o rabo…” ficou em primeiro lugar no concurso Gilberto Mendes de composição. Em 2009, realiza “Cuiabá Sonora”, projeto de residência artística que envolveu cerca de 60 músicos na criação de um espetáculo baseado nas paisagens sonoras de Cuiabá. Desde 2001 é professor de composição e música eletroacústica na Faculdade Santa Marcelina.

Daniel Murray  (Violão)
Violonista que em 1997 conquista o segundo prêmio no Councours International de Guitarre de Trédrez-Locquémeau na Bretanha – França, aos 15 anos de idade, desenvolve uma ativa carreira como intérprete, arranjador e compositor. Apresenta-se como solista e em grupos de câmara no Brasil e no exterior ao lado de grandes músicos como: Paulo Bellinati, Israel de Almeida, Toninho Carrasqueira, Rogerio Wolf, Heloisa Petri, Andrea Kaiser, Joaquim de Abreu, entre outros. Em turnê pela Bretanha-França, apresentou-se com o Trio Kej e o violonista francês Roger Eon. Cursou o 17ème Stage International de Guitare (Fondation Krüger, Mas de la Coüme, Mosset, France) com o professor Alberto Ponce. Gravou com o Trio Opus 12 de violões (com Paulo Porto Alegre, Daniel Murray e Edelton Gloeden) a Suite Retratos de Radamés Gnatalli, em arranjo do próprio Radamés a eles dedicado. Acaba de lançar seu primeiro CD solo “…universos sonoros para violão e tape…”, com o patrocínio da Petrobrás, retratando o ambiente da música erudita contemporânea brasileira estreando várias obras. Integrou em 2009 o Quarteto Tau de violoes junto a Breno Chaves, Jose Henrique Rosa Campos.

PROGRAMA:

(o artista ainda não informou)
Dia 24, domingo, às 19h – Percorso Ensemble

 

Música Brasileira dos anos 20

Com: Cássia Carrascoza (flauta), Simona Cavuoto (violino), Douglas Kier (violoncelo), Horacio Gouveia (piano) e Ricardo Bologna (percussão e direção musical).

FRASE: Criado em 2002 com o objetivo de divulgar a música contemporânea, o grupo apresenta obras compostas na última década pelos compositores Michelle Agnes, Rodrigo Lima, Jorge Villavivencio,  Eduardo Alvares, Roberto Victorio e Liduino Pitombeira.

RELEASE
Criado em 2002, o Percorso Ensemble tem como objetivo a divulgação de obras do século XX e XXI, incluindo primeiras audições mundiais, assim como a realização de trabalhos envolvendo outras formas artísticas, como dança, teatro, meios eletrônicos e de multimídia.

O grupo ganhou destaque, entre outras, pela apresentação da “História do Soldado”, de  Stravinsky (2002), pela primeira audição brasileira da obra “Persephassa”,de Iannis Xenakis (2003), e pela estréia nacional da obra “Pulsares”, de Flo Menezes (2004), além de já terem participado de três edições do Festival Música Nova com diferentes formações e repertórios. O primeiro CD, “Berio +”, foi lançado em 2007 com obras de Luciano Berio, Arrigo Barnabé e Eduardo Álvares. Nesse mesmo ano o Percorso realizou um concerto no Espaço Cultural CPFL executando obras de Boulez, Ligeti e Stockhausen e no ano seguinte gravaram outro CD, duplo, com obras de jovens compositores brasileiros patrocinado pela Petrobrás. Entre os compositores já homenageados em seus concertos estão John Cage e Steve Reich. Em 2009 participou do ANO FRANÇA NO BRASIL com Florent Jodelet (primeiro percussionista da Orquestra de Paris) no SESC Santana. Neste concerto o grupo interpreta obras de autores brasileiros compostas na última década.

PROGRAMA:
Liduino Pitombeira (1962)
Brazilian landscapes I (violino, violoncelo e piano)

 

Jorge Villavivencio (1973)
Pensar Geométrico al Trasluz (flauta, violoncelo e percussão)

Eduardo Guimarães Álvares (1959)
Bricolage (versao para flauta, violino,violoncelo, piano e voz nos bastidores)

Neder Nassaro
Eixos

Rodrigo Lima (1976)
“Los Recuerdos de Lunes” (piano solo)

Michelle Agnes
Noite Branca (flauta, violino, piano e percussão – estréia)

Clássicos do Domingo domingos, 11h30min 

A série mantém a tradição dos concertos dominicais, valorizando jovens talentos da música clássica brasileira – intérpretes e compositores –, além de apresentar nossos já consagrados artistas.

Sala Adoniran Barbosa
Retirada de ingresso 1h antes do espetáculo
Entrada Franca

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Dia 3 (1º turno – Eleições 2010)_______________________

Dia 10

Dichterliebe: Canções, Poemas, Cartas, Cenas… de amor.
Com: Marco Antonio Jordão (Tenor), Aimar de Noronha Santinho (Pianista); Fernanda Scheberle (Atriz) e Luiz Eduardo Frin (Diretor)

 

Este concerto será excepcionalmente na Sala Adoniran Barbosa.

FRASE: No ano do bicentenário de nascimento de Robert Schumann este recital-espetáculo fala de amor pelas canções do Dichterliebe, op. 48 .

RELEASE

Dichterliebe: Canções, Poemas, Cartas, Cenas… de amor.
É característico do fazer artístico da atualidade, o hibridismo das formas. Em um processo cujo início dá-se ao final do século XIX, atravessa o último século e potencializa-se em nossos dias, cada forma de manifestação artística lança-se em um estado de profunda reflexão e de uma busca constante de expansão dos seus limites na sua tentativa de compreensão e de comunicação com o homem de seu tempo e, por que não dizer, até de ampliação do conceito de humano. Nesse processo, cada maneira de se fazer arte não só rompe com seus parâmetros estabelecidos sustentadores como também se permite dialogar e se mesclar com outras formas.

 

É válido lembrar que esse processo está de acordo com uma conjuntura dos nossos dias composta por fatores tais como o avanço tecnológico, o brutal aumento do fluxo de informações acelerando o tempo, o predomínio da imagem como forma de comunicação e o esgotamento de muitos modelos formatadores da vida. Essa conjuntura praticamente obriga toda manifestação artística a se manter em estado de permanente autorreflexão, de transformação e de intercâmbio para alcançar uma comunicação efetiva com o público de nosso tempo.

É nesse contexto que se insere o espetáculo “Dichterliebe: Canções, Poemas, Cartas… de amor”. Em cena uma fusão do famoso ciclo de canções de Robert Schumann com cartas trocadas entre o compositor e sua mulher Clara Schumann e com trechos dos diários de ambos. No palco um cantor, um pianista e uma atriz compõem um espetáculo onde o drama, a narração e a música potencializam-se em suas expressões individuais a partir das relações que estabelecem entre si.

Para que o objetivo dessa fusão seja atingido, ou seja, para que se atinja a máxima potência da expressão, são utilizados expedientes desenvolvidos pelas artes cênicas em seu processo de autorreflexão e expansão. Expedientes que privilegiam o simbólico em todos os elementos da narrativa (incluindo o tempo e o espaço) e que valorizam a constituição da cena pelos recursos artísticos dos próprios interpretes com a utilização, por exemplo, de partituras corporais, de técnicas de narração, de marcações precisas e do texto cênico.

Dessa maneira “Dichterliebe: Canções, Poemas, Cartas… de amor” é um recital, é uma peça de teatro, é uma leitura de cartas de amor, é a revelação de diários e é uma junção de todos esses elementos que compõe um espetáculo que fala, canta, toca, dramatiza, narra e encena o amor. O amor também de Clara e de Robert, mas também do amor que nos circunda, envolve e acompanha, por todos os tempos e por todas as formas.
Luiz Eduardo Frin

Marco Antonio Jordão (Tenor)
Natural de Salvador-Ba, formado em Canto pela UNESP. Iniciou seus estudos de canto com sua mãe, professora Darcy de Andrade. Em 2006 e 2007, participou como bolsista do Festival C.I.M.A. – Concerti in Monte Argentario, Itália, e do Atelier Marie-Françoise Bucquet e Jorge Chaminé, na França, apresentando-se em concertos nos dois países. Na temporada de inverno de 2007 e 2008, foi novamente laureado no Festival C.I.M.A. Tem participado de masterclasses com os cantores Ian Storey, Nathalie Stutzmann e Teresa Berganza. No Rio de Janeiro, atuou como “Don Basilio” e “Don Curzio” na ópera As Bodas de Figaro, de Mozart, na UFRJ. Em São Paulo, interpretou o papel de “Ferrando” da ópera Così fan Tutte, de Mozart, Theatro São Pedro, “Ernesto” na ópera Don Pasquale, sob regência de Vito Clemente e direção cênica de Enzo Dara; “Don José” da ópera La Tragedie de Carmen, de Bizet, adaptação de Peter Brook, com a Orquestra de Câmara da USP, sob a regência de Ricardo Ballestero e direção de Robert De Simone; Primeiro Judeu na ópera Salomé, de Strauss, com a OSESP, sob a regência do maestro John Neschling. É integrante dos coros da OSESP. Atualmente é orientado pelo tenor Benito Maresca.

Aimar de Noronha Santinho (Pianista)
Iniciou seus estudos de piano no Conservatório Musical de Lins com a professora Ana Maria Morotti aos 6 anos de idade. Diplomou-se pela Faculdade Paulista de Arte. Foi aluno do pianista e professor Gilberto Tinetti.

Com uma bolsa de estudos oferecido pelo Rotary Club transferiu-se para a Alemanha em 1985 e a partir de 1987 passou a estudar com Roberto Bravo no curso de  “Pós Grado” do Conservatório Superior de Musica Municipal de Barcelona.

Nos 19 anos que morou em Barcelona desenvolveu uma intensa atividade como pianista solista, camerista e como docente.

Colaborou como concertista em várias salas de concertos de todo território espanhol, destacando Fundación Juan March de Madrid, Sa Nostra de Mallorca, Sala Cultural Cajá Madrid, Juventudes Musicales de Barcelona, Gran Teatre del Liceu de Barcelona.

Participou como camerista de vários espetáculos líricos como “Premoderns”, “El duo de la sudafricana”, “El empresário teatral” (Mozart), “Ópera para uma exposición”, etc.

Idelalizou espetáculos como  “ConCiertoAmor” e “Dichterliebe (Clara, amor de poeta)”; espetáculo este que foi levado à toda província de Barcelona pelo programa cultural do governo desta cidade.

Tem atuado em concertos na França, Itália , Alemanha e Argentina. Gravou para Radio Nacional de Espana, Televisió de Catalunya (TV3 e TV33).

Foi pianista convidado do 5º Barcelona Festival of Song no mês de julho de 2009, onde realizou um concerto em homenagem à Villa-Lobos.

Foi professor de piano e pianista repertorista do Centro Municipal de Música “Walda Tiso Veiga” de Alfenas

Pianisa e fundador e diretor artístico da Cia Lírica DeCantoEnCanto.

Foi aluno do Curso de Máster de Música Española de la Academia Marshall de Barcelona com a pianista e professora Alicia de Larrocha.

Fernanda Schaberle  (Atriz)
Formada em Comunicação Social pela Universidade do Vale do Itajaí. Desenvolve trabalho com artes cênicas desde 2002 em Santa Catarina, lá integrando elencos de coletivos como Grupo de Teatro Temporá, Vento Negro e Espalhafatos Cia de Teatro. Em São Paulo Ingressou na Taanteatro Cia em 2006 e sob direção de Maura Baiocchi e Wolfgang Pannek participou dos espetáculos “Máquina Zaratustra” (Programa Fomento à Dança de SP e Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna), “Feifei e a Origem do Amor” (Proart – Secretaria de Estado de Educação de São Paulo). Também na Taanteatro Cia integrou o elenco da performance de rua “A Hora mais Solitária” em 2006. Participou do Núcleo de Formação Taanteatro I e II desenvolvendo o solo “Carta para Si” premiado com bolsa no projeto Novas Presenças. Em 2007 foi assistente de direção do espetáculo “Frida Kahlo – Uma Mulher de Pedra dá Luz à Noite” (Programa Fomento à Dança de SP, Circuito Cultural Paulista), de Maura Baiocchi. Em 2009 atuou na peça “Por que Comer-te os Ossos?”, trabalho que integrou o Projeto Machadianas III do Teatro Ágora, com direção de Arô Ribeiro e coordenação de Roberto Lage. Atualmente faz parte da Cia Autofalante com o espetáculo infantil de dança-teatro “Jardim Zen” e do Grupo Nhemaria com o espetáculo “Relicário”.

Luiz Eduardo Frin (Direção)
Formou-se ator pelo INDAC – Escola de Atores – em 1996 e cantor lírico pela Escola Municipal de Música de São Paulo sob a orientação de Caio Ferraz, em 2008. Atualmente é mestrando em Artes Cênicas pela UNESP sob a orientação da Prof. Dra. Berenice Raulino de Oliveira.

No teatro Municipal de São Paulo foi cantor e diretor cênico da ópera La Barca di Venetia per Padova de Adriano Banchiere (2007)  – regência de Naomi Munakata e fez assistência de direção cênica para João Malatian na ópera Le Villi G. Puccini (2008) – regência de Paulo Nogueira e na remontagem da ópera O Chapéu de Palha de Florença (2007) – regência de Jamil Maluf. Dirigiu, em forma de concerto, as óperas Aída de G. Verdi, – direção musical de Fábio Bezuti; O Guarani de A.C. Gomes e Tosca de G. Puccini – ambas com direção musical de Vânia Pajares no Teatro São Pedro em São Paulo e no auditório Cláudio Santoro em Campos do Jordão (2008). No Ágora Teatro trabalhou com Roberto Lage, para quem fez assistência de direção nos espetáculo Estação Paraíso (2007) e O Vento que Vem (2008) e Celso Frateschi, sendo um dos diretores do projeto Machadianas dirigindo os espetáculos A Missa do Galo (2009) e Um ou Dois Contos (2007). Dirigiu o espetáculo A Lua é Minha de Mário Bortolotto (2009). Concebeu e dirigiu vários espetáculos musicais, entre os quais, Tudo na Faixa (2005) no SESC-SP; Organicidade (2007) e Lado B (2005), ambos com o grupo vocal Canto Ma non Presto; Um Deus de Plástico (1998) e Homem ao Mar (2000).  

No cinema atuou no longa-metragem Veias e Vinhos de João Batista de Andrade

Trabalha desde o ano 2000 como professor de teatro. Na Faculdade Paulista de Artes ministrou aulas de Interpretação Teatral e Montagem de espetáculos (2000 a 2003) e no INDAC – Escola de Atores, onde trabalha desde 2002, ministra aulas de Interpretação Teatral, Montagem de Espetáculos, Estética, Dramaturgia e História do Teatro.

PROGRAMA:
Robert Schumann (1810-1856)
Dichterliebe, op. 48

Im wunderschönen Monat Mai
Aus meinen Thränen spriessen
Die Rose, die Lilie
Wenn ich in deine Augen seh’
Ich will meine Seele tauchen
Im Rhein, im heiligen Strome
Ich grolle nicht
Und wüssten’s die Blumen
Das ist ein Flöten und Geigen
Hör’ ich das Liedchen klingen
Ein Jüngling liebt ein Mädchen
Am leuchtenden Sommermorgen
Ich hab’ im Traum geweinet
Allnächtlich im Traume
Aus alten Märchen winkt es

Die alten, bösen Lieder 
Marco Antonio Jordão – tenor
Aimar de Noronha Santinho – pianista
Fernanda Scheberle – atriz
Luiz Eduardo Frin – diretor
Concepção do espetáculo: Aimar de Noronha Santinho
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Dia 17
Recital solo de piano – Olga Kiun
Frase Pianista apresenta grandes compositores da música clássica russa como Rachmaninov, Shostakovitch e Prokofiev.

Release
A pianista russa Olga Kiun descende de uma tradicional família de músicos soviéticos. Estudou no conservatório Tchaikowski, com o consagrado pianista e professor russo Lev Oborin. Em Leningrado cursou seu doutorado sob a orientação de Pavel Serebriakov. O repertório da pianista Olga Kiun abrange desde os compositores do séc. XVII aos contemporâneos, com ênfase aos românticos.

 Olga tocou na Romênia, Bulgária, Polônia, Uruguai e Peru, apresentando-se pela primeira vez no Brasil em 1991, em Curitiba, e segundo o crítico Andréas Adriano do jornal Gazeta do Povo: “Olga Kiun mostra musicalidade imensa e a maneira emocional e apaixonada de tocar, necessárias a quem se dedica ao repertório romântico… uma das melhores pianistas que já pousaram em terras tupiniquins”.

No Brasil Olga atuou como solista nos mais conceituados grupos sinfônicos do pais, tais como a Orquestra Sinfônica do Estado do Paraná, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra Nova Filarmônica (SP), a Orquestra Sinfônica de Campinas, a Camerata Antiqua de Curitiba e a Orquestra Sinfônica Paulista. Tendo trabalhado com, entre outros, os regentes Alceo Bocchino, Benito Juarez, Paulo Torres, Adriano Machado, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Osvaldo Colarusso e Roberto Minczuck.

Olga Kiun desenvolve intensa atividade artística e pedagógica como recitalista, camerista, solista de orquestra, jurada em concursos e professora convidada em festivais de musica em todo o país além de ser professora titular da Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

PROGRAMA

S.RACHMANINOV (1873 – 1943)
PEÇAS- FANTASIAS OP.3
Elegie
Preludio
Melodia
Serenada
Polichinello 

D.SHOSTAKOVITCH  (1906 – 1975)
10 Preludios op.34

S. PROKOFIEV (1891 – 1953)
ROMEO E  JULIETA  –  10 Peças
1 Dança folclórica
2 Scena
3 Minueto
4 Jovem Julieta
5 Mascaras
6 Montekki e Capuletti
7 Padre Lourenço
8 Mercucio
9  Dança  de moças com lirias
10 Romeo e Julieta antes da despedida

S. PROKOFIEV  (1891 – 1953)
TOCCATA op.12
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Dia 24
La Serva Padrona
Com: José Carlos Leal(baixo); Marivone Caetano(soprano) e Caio Ferraz(papel mudo), Nancy Bueno (piano) e Eloisa Baldin (direção cênica e concepção)

FRASE: Ópera do compositor Giambattista Pergolesi que retrata o amor entre solteirão e sua serva. 

RELEASE
RESUMO: Uberto, um solteirão idoso, está irritado com a sua serva, Serpina, porque pensa ser ela a dona da casa. Quando Uberto pede o chapéu, Serpina o proíbe de sair de casa, e diz que a partir daí ele terá de obedecer a suas ordens. Uberto ordena então que Vespone encontre uma mulher para ele se casar e se livrar de Serpina.

Serpina convence Vespone a enganar Liberto para ela mesma se casar com ele e então informa Uberto que ela vai se casar com um militar chamado Tempesta  e vai deixar a casa e se desculpa por seu comportamento. Vespone, disfarçado de  Tempesta, chega e, sem dizer uma palavra, exige 4.000 coroas como dote. Uberto se recusa a pagar. Tempesta o ameaca a pagar o dote ou se casar ele  mesmo com ela e Uberto concorda em se casar. Serpina e Vespone revelam seu truque, mas Uberto percebe que já a amava e agora ela será então a verdadeira dona da casa

JOSÉ CARLOS LEAL (baixo)
Mineiro de Corinto tem se apresentado sob a regência de renomados maestros tais como Carlos Alberto Pinto Fonseca, Henrique Molerenbaum, Mario Zaccaro, Jamil Maluf e dos saudosos Sergio Magnani e David Machado. No Palácio das Artes da Fundação Clóvis Salgado, de Belo Horizonte, atuou nas óperas Tiradentes, Judas Macabeus, Romeu e Julieta, Pagliacci e na cantata profana Carmina Burana. No Teatro Municipal de São Paulo tem atuado como solistas em óperas, tais como Ernani, Sansão e Dalila, além de participar de apresentações da série Vesperais Líricas e concertos sinfônicos.

MARIVONE CAETANO (soprano)
Goiana, é  Bacharel, Licenciada e Pós-graduada pela Universidade Federal de Goiás e pela Faculdade de Música Carlos Gomes. Integrou as classes de Bartira Bilego, Marília Álvares, Elenis Guimarães e, desde 2009, de Isabel Maresca. Em Goiânia, teve ampla atuação como solista, professora de canto e preparadora vocal de coros em instituições de nível médio e superior. Em São Paulo atua como  solista em óperas, tais como Don Carlo, missas, oratórios e nas séries: Vesperais LíricasConcerto Didático e Cena Aberta.  Apresentou trechos de óperas nos projetos: Concerto no Páteo, do SESC Carmo, e Atelier Ópera Brasil, no Teatro São Pedro.

NANCY BUENO
É paulista de São José dos Campos, onde iniciou seus estudos musicais, concluindo-os mais tarde no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, nos graus “Virtuosidade” e “Superior de Piano”. Divide suas atividades artísticas entre o Canto e o Piano. Como Pianista, participou de diversos festivais, encontros, além de lecionar seu instrumento. Tem atuado como pianista acompanhadora em diversos recitais, entre eles a Série “Vesperais Líricas”, para o qual está novamente convidada.

CAIO FERRAZ (papel mudo)
Cantor, pianista acompanhador, professor de técnica vocal tem atuado também como ator em musicais e óperas, além de ser responsável por primeiras audições de obras de compositores nacionais e estrangeiros. Trabalhou ao lado de Marília Pera sob a direção de Jorge Takla em musicais e participou de montagens de óperas no Brasil e no exterior.

ELOISA BALDIN
Cantora, diretora cênica, professora de técnica vocal nascida em São Paulo, SP, iniciou sua carreira em 1978 no Teatro Municipal de São Paulo, e fez nesse mesmo teatro a sua estréia na ópera como Suor Genovieffa, na “Suor Angelica” de Puccini, em 1981.  

Desde então tem se apresentado nas temporadas desse teatro regularmente como também em teatros pelo Brasil e exterior (Europa, Estados Unidos e Argentina), tendo cantado sob a regência de renomados maestros.

Bacharel em Música Sacra pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Estudou canto com Anita Lusa, Neyde Thomaz, Carlos Vial e interpretação com Walter Lourenção, Sergio Magnani, Abel Rocha, Fábio Mechetti entre outros.
Fez cursos de teatro com Paulo Betti, Gianni Ratto, Ivaldo Bertazzo e tem trabalhado com grandes diretores tais como Jorge Takla, Marcello Marchioro, Aidan Lang, Naum Alvez de Souza.

Foi premiada com : 1º Prêmio de Melhor Cantora no Concurso Jovens Concertistas de 1978 e 1979 da OSESP, Melhor Cantora Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro, o Prêmio APCA de 1987 como melhor cantora erudita, Prêmio de Melhor Voz Feminina no Concurso Carlos Gomes, Campinas 1996 e o XXII Prêmio  Dia Int. da Mulher 2009 – Destaque Musical.

É professora na área de Canto na Faculdade Teológica Batista de São Paulo.Em 2009 iniciou o GEO – Grupo Experimental de Ópera – para formação de jovens cantores, te ndo estreado com a ópera “Le Nozze di Figaro” de W.A.Mozart.

Cantora de grande versatilidade tem se apresentado em óperas, concertos, recitais e shows de música popular brasileira.

É diretora de cena de óperas e espetáculos, destacando-se a direção e concepção do espetáculo dos 70 Anos do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo em Junho de 2009.

É a Coordenadora das Vesperais Liricas do Teatro Municipal de São Paulo.

PROGRAMA

GIAMBATTISTA PERGOLESI (1710 – 1736)
LA SERVA PADRONA

intermezzo em duas partes

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Dia 31 (2º turno – Eleições 2010)
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Concerto ao meio dia quintas-feiras, 12h30

A série oferece, na hora do almoço, uma programação com renomados músicos nacionais e grupos internacionais em turnê pela cidade de São Paulo.

Sala Adoniran Barbosa
Entrada Franca

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Dia 7
Arsis Piano Trio
com
Liliane Basravi Kans,piano; Fábio Giaretta Chamma, violino e Angelique Camargo, violoncelo.

RELEASE

Arsis Piano Trio

O Arsis Piano Trio, formado por Liliane kans, Fabio Chamma e Angelique Camargo, é fruto das afinidades de seus integrantes pelo cuidado na preparação das obras e da preocupação na execução dos variados estilos e períodos musicais. Inicialmente o núcleo desse trio foi o duo de violino e piano, que já conta com 15 anos desde sua formação. Da necessidade de expandir seus horizontes musicais, juntou-se ao duo a cellista Angelique Camargo, até então, apenas colega em grupos orquestrais. Desde então ocorreu uma identificação salutar das idéias e concepções musicais, tornando possível a fundação de um grupo sólido.Liliane Basravi Kans                                                                 
Natural de São Paulo, teve como principais professores Ilza Antunes, Daisy de Luca e Beatriz Balzi com quem concluiu seu bacharelado pelo Instituto de Artes da UNESP em 1996. Seguiu seus estudos na Bélgica, como bolsista da CAPES, aperfeiçoando-se com Dalia Ouziel e Eliane Rodrigues em Antuérpia. Em 2006 e 2007 cursou disciplinas na pós-graduação da UNICAMP e USP. Foi solista em várias orquestras, tais como a Orquestra de Cordas Jovens Musicistas em São Paulo, Orquestra Sinfônica de Rio Claro, Orquestra Filarmônica de Rio Claro, Orquestra de Câmara de Piracicaba e a Orquestra Petrobrás Pró Música no Rio de Janeiro sob a direção de Roberto Tibiriçá. Também atuou como pianista convidada da Camerata Fukuda. Participou de festivais de música em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba e foi vencedora de inúmeros concursos de âmbito nacional entre eles o II Concurso para Jovens Solistas da Orquestra Petrobrás Pró Música, Prêmio Armando Prazeres, no Rio de Janeiro, o Concurso de piano Magda Tagliaferro e o Concurso de Interpretação de Música Brasileira ambos em São Paulo. Hoje desenvolve grande trabalho didático e tem uma intensa atividade camerística em companhia de diversas formações instrumentais

Fábio Giaretta Chamma
Iniciou seus estudos musicais na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Rio Claro. Estudou com Serafim Batarce, Celisa Frias e Elisa Fukuda. Em 1996 graduou-se no IA-UNESP sob a orientação de Ayrton Pinto. Neste mesmo ano integrou a classe de especialização do violinista Jerrold Rubenstein no Conservatório Real de Antuérpia na Bélgica como bolsista da CAPES. Foi Spalla da Orquestra Sinfônica de Rio Claro, e Orquestra de Câmara da UNESP até sua dissolução em 2006. Tocou também na Orquestra Experimental de Repertório, Camerata Fukuda, Orquestra Sinfônica Paulista, Orquestra Sinfônica de Santo André e Orquestra do Conservatório Real de Antuérpia. Fábio Chamma foi solista em diversas orquestras sinfônicas e conjuntos de câmara. Participou de diversos festivais, dentre eles o Festival de Inverno de Campos do Jordão, Oficinas de Música de Curitiba e Festival de Artes de Itu e da Orquestra Barroca do Festival de Juiz de Fora. Realizou master classes com Paulo Bosísio, Luís Otávio Santos, Cláudio Mahle, Evgenia Maria Popova, Jerrold Rubenstein e Jean Jacques Kantorow. Atualmente dedica-se à música de câmara, ao violino barroco e é membro da Orquestra Sinfônica Municipal.

Angelique Camargo
Iniciou seus estudos de cello em 1987 com Ricardo Fukuda na Escola Municipal de Música de São Paulo, tendo prosseguido com Robert Suetholz na ECA-USP (onde se formou bacharel). Aperfeiçoou-se com Antônio Lauro del Claro na condição de bolsista da Fundação VITAE e posteriormente com Roman Mekinulov. Participou de “Master Classes” com violoncelistas renomados (como por exemplo Antônio Meneses e Yo Yo Ma) e de diversos festivais destacando-se o Primeiro Festival Internacional de Música de Câmara de Kyoto – Japão.

Foi integrante da Camerata Fukuda, das orquestras Experimental de Repertório, Sinfônica de Santo André, Sinfônica Municipal de Santos (onde atuou como “spalla”) e Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Participou de várias edições do Festival Música Nova e de gravações e apresentações de diversos artistas (entre eles Egberto Gismonti e Milton Nascimento).  Integrou também o conjunto de cellos “Cello em Sampa” (prêmio “Estímulo” do VIII Prêmio Eldorado de Música) e a “banda” da cantora Fortuna. Atualmente integra a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo,  e o duo “BICO-DE-PENA” (com o flautista Renato Camargo), com o qual  conquistou alguns prêmios: Projeto Nascente III- USP/Ed. Abril,  O Som da Demo-SESC,  Menção Honrosa “Melhor Grupo de Câmara” do VIII Prêmio Eldorado de Música, semifinalista do I Prêmio Visa de MPB instrumental.  Com o “BICO-DE-PENA” lançou o CD “entre linhas”, que recebeu diversos elogios da crítica especializada e participou da gravação da série “Genuinamente Brasileiro” vol. 2 (com obras de Tom Jobim). Desenvolve também atividade pedagógica, tendo sido professora de violoncelo na Escola de Música de Jundiaí e nas escolas Micael e Rudolf Steiner.

PROGRAMA
Brahms ( 1833 – 1897) –  Trio op.8
Allegro con brio
Scherzo allegro molto
Adagio 
Allegro

Piazzola (1921 – 1992)
Quatro Estações Portenhas
Primavera
Verão
Outono 
Inverno
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Dia 14
VILLA DAS CRIANÇAS

Com: Cristina Poles (Flauta), Domingos Elias (Clarinete), Marcos Fokin (Fagote), Marcelo Arty (Violão), Renata Campos (Narração)

Frase: Na semana da criança a música de nosso maior compositor é o destaque de nossa programação num evento de muita criatividade e beleza.

RELEASE 
Em forma de um conto infantil, este projeto mostra as obras do compositor brasileiro Villa-Lobos com o intuito de atrair o público infantil para o mundo da música orquestral. 

Nesta versão para Flauta, Clarinete, Fagote, Violão e Narrador os instrumentos com a narração ilustram o desenrolar da estória à medida que as músicas vão aparecendo.

Este clássico grupo de música de câmara, Trio de Madeiras com Violão tem a formação próxima a de um regional de chorinho, estilo muito utilizado pelo compositor.

Quinteto de Sopros
Os músicos, todos integrantes de orquestras profissionais, carregam junto às suas brilhantes carreiras o compromisso com o desenvolvimento musical da criança, mantendo em paralelo suas atividades pedagógicas

Cristina Poles – Flauta
Graduou-se em Flauta Transversal pela Faculdade de Música da UNICAMP  com o professor Tadeu Coelho. No conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí estudou com o professor João Dias Carrasqueira.

Participou de vários festivais de música, entre eles os de Campos do Jordão, Tatuí e Vulcan Internacional de Música.
Participou de masterclasses com a flautista Jeanne Baxtresser (primeira flauta, da Orquestra Filarmônica de Nova York) e com o flautista Keíth Underwood (graduado mestre pela Yale School of Musie – NY)

Domingos Iunes Elias – Clarinete
Natural do Estado de São Paulo iniciou seus estudos em Ribeirão Preto.
Em 1980, ingressou na Escola Municipal de Música de São Paulo sob orientação do Professor Rafael Gallardo Caro.
Bacharelou-se pela Faculdade de Artes Alcântara Machado sob orientação dos Professores José Máximo Sanches e Mauricio Loureiro.

Participou dos Festivais de Música de Campos do Jordão, Brasília, Curitiba como também no exterior; Argentina, Suíça e Itália.
Foi premiado nos Concursos Jovens Solistas (OSESP) e Jovens Cameristas junto ao Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

Com bolsa de estudos do governo brasileiro (CAPES) concluiu seu mestrado em clarinete na Universidade de Hartford (EUA) com o Professor Charles Russo (1º clarinete da New York City Opera).

Marcos Fokin – Fagote
Marcos Fokin iniciou seus conhecimentos musicais aos 12 anos de idade na Igreja Evangélica Assembléia de Deus Russa, com o maestro José Minczuk. Posteriormente ingressou na Escola Municipal de Música de São Paulo, onde iniciou os estudos com o professor Gustav Bush. Foi integrante da orquestra jovem municipal de São Paulo de 1981 a 1985. Participou dos festivais de Brasília, Tatuí e Campos do Jordão, onde obteve diploma de melhor músico camerístico. Atuou em diversas orquestras e também na qualidade de solista. Também participou do encontro mundial de bandas sinfônicas em 1997 na Áustria.

Renata Campos – Narradora
Iniciou seus estudos de ballet clássico na Escola de Ballet Kitty Bodenhein aos sete anos de idade, onde teve aulas com as professoras Kitty Bodenhein, Cecília de Almeida, Sandra Büchler e Neide Rossi. Durante o ano de 1992, estudou na School of Hartford Ballet, em Connecticut, EUA.

Retornando ao Brasil, em 1993 passou a integrar o grupo Ismael Guiser, trabalhando com os coreógrafos Luis Arrieta, Yoko Okada, Miriam Druwe e o próprio diretor da companhia Ismael Guiser.

Em 1994, ingressou na companhia de dança Cisne Negro onde permaneceu durante três anos, participando de coreografias de Mario Nascimento, Gigi Caciuleanu, Isaura Garcia, Tindaro Silvano, Vasco Wellenkamp e Ivonice Satie.

Durante o ano de 2008 participou da montagem do espetáculo “Chroma” onde atuou como bailarina e atriz junto ao grupo experimental de teatro do Projeto Rituais da Alegria, sob direção de Edu Amato.

PROGRAMA
Bachianas Brasileiras n. 5: Ária (Cantilena)
A mais popular das melodias villalobianas – nitidamente inspirada nas serestas – foi composta em 1938, com texto de Ruth Valadares Correa e dedicada a Arminda Villa-Lobos. Ruth Valadares Correa – que era também cantora – foi responsável pela estréia da obra, em 1939, sob a regência de Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Grandes sopranos de todo o mundo gravaram a “Ária” da “Bachianas Brasileiras nº 5” (que possui ainda um 2º movimento, a Dança – ou Martelo -, com texto de Manuel Bandeira), como Victoria de Los Angeles, Bidu Sayão (ambas sob a regência de Villa-Lobos).

Bachianas Brasileiras n. 2: Tocata (O trenzinho do caipira)
Se em primeiro lugar em popularidade encontra-se a “Ária” da “Bachianas Brasileiras nº 5”, é a “Tocata” – mais conhecida como “O Trenzinho do Caipira” – da “Bachianas Brasileiras nº 2” que ocupa a segunda posição. Uma das mais características obras de Villa-Lobos, o “Trenzinho” demonstra um original colorido orquestral, presente em muitas das partituras do compositor. Aqui também fica evidente a forte impressão que lhe causou a música sertaneja, ouvida em suas viagens pelo interior do Brasil.

Uirapuru
A despeito de certa influência da música francesa, o “Uirapuru” é das primeiras obras-primas de Villa-Lobos, e dá início a uma linguagem orquestral tipicamente villalobiana. A partitura retrata o ambiente da selva brasileira e seus habitantes naturais – os índios – com uma impressionante riqueza de detalhes. Aqui, ouviremos o tema que serviu de base para esse poema sinfônico: o canto do uirapuru, pássaro que, dentro da mitologia indígena, representa o rei do amor.

Coletânea de músicas folclóricas
O folclore infantil sempre foi um elemento importantíssimo na produção villalobiana. Prova disso são suas incontáveis obras, direta ou indiretamente impregnadas das canções que, por gerações, têm sido perpetuadas entre adultos e crianças. São muitos os exemplos do refinamento que o compositor emprestava à simplicidade daquelas melodias.

Choros n. 1
O mais importante ciclo de obras do compositor (apesar de menos popular do que as “Bachianas Brasileiras”) é o ciclo dos “Choros”, para as mais diversas formações (desde o violão e o piano, passando por grupos camerísticos e chegando a grandes massas sinfônicas) com inspiração direta na música urbana do Rio de Janeiro da virada do século. O “Choros nº 1”, para violão, composto em 1920, dedicado a Ernesto Nazareth, é o mais tradicional do ciclo.

Choros n. 5
Datado de 1925, recebeu de Villa-Lobos o sugestivo subtítulo “Alma Brasileira” e é das mais conhecidas partituras para piano do compositor.  
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Dia 21
Músicas brasileiras para 4 mãos com os pianistas Eliana Monteiro da Silva e Eduardo Nakaguma.
Com: Eliana Monteiro e Eduardo Nakaguma (piano a 4 mãos)

RELEASE
Duo Pianístico
Os pianistas Eliana Monteiro e Eduardo Nakaguma subiram ao palco juntos, pela primeira vez em um concerto organizado pela Sociedade Brasileira de Duos Pianísticos. Desde então seguem fazendo recitais em que divulgam o repertório erudito para 4 mãos, em especial o repertório de música brasileira. 

Eliana Monteiro
É formada pela Faculdade de Música Carlos Gomes, com Mestrado em Música pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Sua pesquisa teve orientação do Prof. Dr. Amílcar Zani Netto e focou a obra da compositora Clara Schumann. Eliana iniciou seus estudos com Walkyria Passos Claros, seguindo com Roberto Sabbag, Beatriz Balzi e Gilberto Tinetti. Atualmente está sob orientação de Heloísa Fortes Zani. Apresentou-se em recitais no Teatro Popular do SESI, Clube Athlético Paulistano, Auditório Baccarelli, Cultura Inglesa, Centro Brasileiro Britânico, MuBE, Sesc Vila Mariana, entre outros. Em 2007 acompanhou o Coral do Centro Cultural São Paulo na Missa Festiva de John Leavitt, sob regência do Maestro Marcos Câmara. É membro integrante da Sociedade Brasileira de Duos Pianísticos.

Eduardo Nakaguma
Iniciou seus estudos de piano em sua cidade natal, Araçatuba, com Eliana Okada. Sua formação na UNESP teve a orientação do Prof. Dr. Cláudio Richerme. Teve também como professores Wanda Meira Costa, Paulo Giovanini, Beatriz Balzi e Marisa Lacorte. Participou de diversas masterclasses com renomados pianistas, entre os quais destaca-se o célebre Homero Magalhães.

Exerce atividade didática integrando o corpo docente da Casa da Música de Diadema e do Espaço Musical Eszterháza, do Colégio Santo Américo. Apresenta-se regularmente em recitais solo e recitais de música de câmara, na capital e no interior de São Paulo. Em 2007 apresentou-se em Bueno Aires, Argentina.

PROGRAMA
M. Moszkowski
(1854-1925)
Cinco Danças Espanholas, op.12

Clara Schumann (1819-1896)
Marcha em mi bemol maior

Marisa Resende
Mutações

Ronaldo Miranda (1943)
“Variações Sérias” sobre um tema de Anacleto de Medeiros
Tango

Dia 28
11h Concerto Didático
12h30 Concerto ao meio dia

Recital de piano com Erika Ribeiro

RELEASE
Erika Ribeiro faz parte de uma nova geração de jovens e talentosos pianistas brasileiros. Iniciou seus estudos musicais aos quatro anos de idade, demonstrando grande talento ao piano. Cursou a Escola de Música de Piracicaba, e em 2003, graduou-se em Música na USP – Universidade de São Paulo. No Brasil, teve como principais mestres Gilberto Tinetti, Marisa Lacorte e Eduardo Monteiro.

Em 2003, após ser aprovada entre centenas de candidatos, passou a estudar na tradicional Hochschule für Musik “Hanns Eisler”, em Berlim, na qual permaneceu por dois anos na classe da professora Birgitta Wollenweber. Na Alemanha, ao longo de 2004, apresentou-se frequentemente junto a academistas da Filarmônica de Berlim.

Participou de festivais de música e masterclasses no Brasil, Estados Unidos, Suíça, Alemanha e França, tendo sido orientada por nomes como Leif Ove Andsnes, Maria João Pires, Wha-Kyung Byun (New England Conservatory), Aleksandar Madzar, Roger Muraro, Philippe Entremont, Diana Ligeti, Frédéric Aguessy e Noël Lee (Fontainebleau Schools), Albrecht Mayer, Richard Bishop, Abdel Rahman El Bacha, Eckart Heiligers, Yara Bernette, Cristina Ortiz, Luciana Sayure, entre outros.

Erika foi laureada com a premiação máxima nos principais concursos de piano do Brasil, tais como o Concurso “Nelson Freire” (2005), Artlivre (2003), Souza Lima (2002), Jovens Solistas “Eleazar de Carvalho” (2005). No Brasil, já se apresentou como solista à frente de importantes orquestras como a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e a Bachiana Chamber Orchestra.

Em 2007, foi uma das jovens pianistas convidadas para integrar a série “Piano Solo”, que envolveu recitais na Sala Cecília Meirelles (RJ), Sala Promon (SP) e Theatro Municipal de São Paulo. Esta série contou com a participação de Nelson Freire, Cristina Ortiz, Diana Kacso e Eduardo Monteiro. Ainda neste ano, Érika obteve enorme reconhecimento e destaque no programa “Prelúdio” exibido pela TV Cultura, tendo sido premiada com o segundo lugar.

A pianista desenvolve também intensa atividade como camerista, e em 2009, foi uma das artistas integrantes do II Festival Internacional de Música de Câmera “Oferenda Musical”, organizado por Alex Klein, onde atuou ao lado de renomados musicistas brasileiros. Ainda neste ano, recebeu o título de Mestre em Musicologia, também pela USP, quando contou com uma bolsa de estudos financiada pela CAPES.

Em 2010, foi a bolsista de maior destaque no 41o. Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, tendo sido agraciada com o Prêmio “Ayrton Pinto” na categoria Piano, Harpa, Violão e Percussão. Atualmente, é pianista da Orquestra Experimental de Repertório no Theatro Municipal de São Paulo.

PROGRAMA
W. Mozart
(1756 – 1791)
Sonata K330 em dó maior
Allegro moderato
Andante cantabile
Allegretto

F. Chopin (1810 – 1849)
Barcarolle op. 60

F. Chopin (1810 – 1849)
Sonata op. 58 em si menor
Allegro Maestoso
Scherzo – Molto vivace
Largo
Finale – Presto non tanto

Shows ao meio dia no CCSP – Outubro Independente

Sextas-feiras, 12h30

Sala Adoniran Barbosa
Entrada Franca

Dia 01
Ari Borger Quartet
O grupo liderado pelo tecladista Ari Borger mostra as novas músicas do aclamado cd “Backyard Jam” num mix de Blues, Soul, Jazz e Ritmos Brasileiros

Dia 08
SOUKAST
– Simone Sou e Guilherme Kastrup

A afinidade musical do duo transparece no dialogo desenvolvido nos temas musicais, através de ritmos, samplers, tambores, latas, efeitos, vozes e texturas, que dão profundidade a esse cenário sonoro repleto de sons inusitados.

Dia 15
Pata de Elefante

Com participação em importantes festivais no Brasil, a banda despertou a atenção da crítica ao fazer canções instrumentais que cativam o público acostumado a ouvir música com vocais. Suas influências são as sonoridades do pop rock dos anos 60 e 70, além de compositores de trilhas sonoras como Henri Mancini e Enio Morricone.

Ouça programa na Web Radio
Alta Fidelidade [desde 7/07/2009]

Dia 22
Di Freitas
Nascido em Fortaleza, onde estudou violoncelo e violão clássico, há quase dez anos desenvolve um trabalho de experimentação musical com materiais alternativos, notabilizando-se por sua perfomance na família das cordas (rabecas, violinos, violas e cellos) e em instrumentos por ele mesmo criados usando como caixa de ressonância cabaças colhidas da vegetação nordestina. Em 2009 lançou o aclamado CD “Alumioso

Dia 29
Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

Em parceria com a Biblioteca Luis Braille, o espetáculo marca o lançamento do primeiro CD do grupo, que mostra a versatilidade do berimbau ao interpretar toques da capoeira e ritmos brasileiros com arranjos e regência do mestre Dinho Nascimento.

Show 
Dia 7
Anna Maria Castelli

Espetáculo aclamado internacionalmente “Musiche Migranti” transforma o tema migração em melodia 

Especial Outubro Independente
Shows de artistas nacionais e internacionais, concertos de música contemporânea, além de debates sobre a produção independente abordando os meios de gravação e distribuição de músicas no contexto atual, e a proposta da reforma da lei de direitos autorais.

Quinta a sábado às 19h00, domingo às 18h00

Sala Adoniran Barbosa
Retirada de ingresso 2h antes do espetáculo
Entrada Franca

Dia 02
Psilosamples
Banda de abertura: Cogumelo Panda
Projeto de música eletrônica de Zé Rolê, Psilosamples conta com um computador entre outras parafernalhas como softwares, hardwares, batuques e ruídos, mesclando sons eletrônicos e orgânicos com os quais explora estranhezas e usa referências da música brasileira.

Dia 08
Davi Bernardo
O músico de Pouso Alegre (MG) apresenta seu primeiro trabalho autoral, o CD Nova Fronteira, que reúne por meio de estruturas harmônicas originais e influências de clássicos da música brasileira como Tom Jobim, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal e Edu Lobo ao lado de artistas contemporâneos ou figuras importantes para a história do rock como Animal Collective, Beatles, Brian Wilson e Fred Frith.

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Curadoria [a partir de 12/10/2010]

Dia 09
Elma

Banda de abertura: Auto
Formada em 2002, a banda desenvolve um rock instrumental de sonoridade crua calcado no metal, mesclando violência e polirritmia e indo da complexidade ao minimalismo, geralmente na mesma música. Nesta apresentação o grupo faz o pré-lançamento de seu novo CD.

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Alta Fidelidade [desde 20/06/2008]

Dia 10
Final do Hip Hop Dj 2010
Domingo, às 17h (excepcionalmente uma hora mais cedo)

Depois das eliminatórias realizadas em agosto no CCSP, onde diversos competidores  mostraram suas habilidades no toca-discos, 12 DJs disputam a última etapa da 14ª edição do evento, o mais antigo do gênero no Brasil, criado em 1997 por Kl Jay (Racionais MC’s) e pelo rapper Xis, tornando-se uma referência nacional e internacional.

O evento foi contemplado pelo Proac – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Todo material de divulgação deve conter o logo do Proac)

Dia 14
Chankas
Lançamento de CD homônimo, calcado basicamente no violão, Chankas é um projeto solo de Fernando Cappi, guitarrista da banda paulistana Hurtmold, também presente em vários outros projetos dessa vertente experimental, com participações em discos e turnês de Maurício Takara, Bodes & Elefantes e Joe Lally (Fugazi).

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Curadoria [a partir de 12/10/2010]

Dia 15
Hierofante

Banda de Mogi das Cruzes radicada na capital paulista desponta no cenário do rock independente nacional com personalidade, abraçando um experimentalismo de contexto poético e instrumental que é a marca de seus mais recentes EPs: “Adubado” e “Crise de Creize”, ambos de 2009.

Dia 16
Satanique Samba Trio

O trio que na verdade é um sexteto vem de Brasília com sua música instrumental brasileira “possuída” por dissonâncias, distorções e compassos variáveis, fruto de influências como os compositores Anton Webern e Gustav Mahler. O grupo apresenta o espetáculo Tritonus, dividido em três sessões temáticas e com grande variedade de instrumentos, incluindo viola caipira, contrabaixo, percussão, clarineta, rabeca e cavaquinho.

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Curadoria [a partir de 21/10/2010]

Dia 17
Cidadão Instigado

A banda cearense apresenta o repertório do novo CD, Uhuuu, com rebuscados arranjos que remetem ao melhor da psicodelia setentista e também traz em sua sonoridade um ambiente de verão, apontando um caminho original para o gênero mais popular do planeta: o rock. 

Ouça programa na Web Radio
Curadoria [a partir de 21/10/2010]

Dia 21
A Banda de Jopeh Tourton

Em meio e efervescência do rock instrumental na cena musical brasileira, a banda criada em Recife vai além das influências de gêneros como surf music e ska, agregando a estes, altos teores de experimentalismo.

Dia 22
Lacertae
Com 20 anos de existência, o grupo da cidade de Lagarto, em Sergipe, apresenta sua música regional marcada pela influência da bossa nova e da capoeira misturadas às sonoridades de Jimi Hendrix, Velvet Underground, Hermeto Pascoal e Tom Zé, entre outros.

Dia 23
Espanca Mosca
  com Wilson Sukorski
Espanca Mosca – Fly’s Beating – Música Pessoal é um show solo de música experimental eletrônica, com projeção de vídeos, som quadrafônico, instrumentos eletroacústicos inusitados, algum equipamento “vintage” e cheio de referências brasileiras, até pelo seu caráter internacional.

Dia 28
Mitch & Mitch

Guitarras, maracas, tambores e vibrafone, além de sons eletrônicos, estão presentes na sonoridade do grupo, que vai do tranquilo ao extremo agitado, geralmente dentro de uma mesma música, em uma atmosfera de continuas mudanças rítmicas.

Dia 29
INDIEFUSA
– FESTIVAL SIN FRONTERA
O Centro Cultural São Paulo recebe a banda vencedora do festival de música independente que acontece na cidade de Córdoba, Argentina, no dia 15 de outubro, reunindo jovens grupos expoentes da cena local.

Dia 30
The Eternals

Abertura: Hurtmold
Formado na cidade de Chicago por Damon Locks (vocal, teclado e efeitos) e Wayne Montana (baixo e teclado), o grupo já fez algumas turnês pelos Estados Unidos com os conterrâneos do Tortoise, Isotope 217 e Brokeback, e agora vem ao Brasil para lançar seu novo álbum “Approaching the Energy Field”. 

Ouça programa na Web Radio
Alta Fidelidade [desde 20/06/2008]
Crônicas de Toca-discos – M. Takara [desde 07/05/2010]
Curadoria – Bodes e Elefantes [desde 14/06/2010]
Ao vivo CCSP – SP Underground [21/10/2009]

Debates – Outubro independente

Sala Lima Barreto
Sábado, 16 de outubro

Retirada de ingresso 1h antes dos debates
Entrada Franca

Mesa 1 – 13h
Tema: “Independente de que?”
Resumo: Após a crise da indústria fonográfica no final dos anos 1970, a insatisfação de alguns artistas que compunham o catálogo das majors e, sobretudo, o barateamento dos custos de gravação permitiu o surgimento de um circuito autônomo de produção e distribuição de música que foi um marco da música independente no Brasil. Esse debate procra analisar quais foram esses percursos suas repercussões nos dias de hoje.

Debatedores:
Márcia Tosta Dias
Autora do livro “Os donos da voz – Indústria fonográfica e mundialização da cultura” e professora da Unifesp

Alfredo Bello (DJ Tudo)
Músico e fundador do Selo Mundo Melhor, dedicado a expressões da tradição popular brasileira.

Pena Schimit
Diretor do Auditório Ibirapuera

Silvio Pellacani Júnior
Sociólogo e Fundador da Distribuidora Trattore

Mediador:
Márcio Júnior
Pesquisador do GPOPAI/USP – Grupo de Pesquisa em Políticas de Acesso a Informação e integrante do coletivo Barulho.org

Mesa 2 – 16h
Tema: “Produção, distribuição e os embates em torno dos direitos autorais”
Resumo: O objetivo é promover um diálogo sobre as transformações tecnológicas nos meios de produção e distribuição e suas consequencias diretas nas propostas de reformulação da lei de direitos autorais.

Debatedores:
Sérgio Amadeu 
Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e professor da pós-graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero.

Gustavo Anitelli
Coordenador Geral da Cia. Musical “O Teatro Mágico” e integrante do movimento Música Para Baixar (MPB)

Guilherme Varella
Mestrando em Políticas Públicas de Cultura na Faculdade de Direito da USP, atua no IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor).

Fabrício Nobre: Presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN).

Cacá Machado
Ex-diretor do Centro de Música da Funarte e criador da Rede Música Brasil

Mediador:
Pablo Ortellado
Professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da EACH-USP e pesquisador do GPOPAI/USP – Grupo de Pesquisa em Políticas de Acesso à Informação.

Os debates serão transmitidos ao vivo via Web Radio e TV CCSP

Paradas Sonoras
Paradas Sonoras visa tornar mais acessível ao público o acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, que conta hoje com mais de 70 mil discos e 60 mil partituras. Paradas Sonoras são pontos de audição espalhados pelo Centro Cultural São Paulo para vários formatos de escuta: individual, em dupla ou coletivo. Esta proposta de escuta eletiva e descentralizada só foi possível com a transformação dos discos analógicos em arquivos sonoros digitais. A digitalização do acervo da Discoteca teve início em 2003 e o Paradas Sonoras é um dos frutos desse trabalho. Com ele amplia-se o acesso à memória musical pela livre audição dos discos em um contexto mais atual, marcado pela transformação no modo de se ouvir música.

Além disso, a música ao vivo — shows e concertos — encontra no Paradas Sonras uma forma de fomento de sua programação. Shows e concertos temáticos estimulam uma digitalização temática do acervo de discos. Assim, com os espetáculos promovidos na ocasião dos 100 anos de Ataúlfo Alves, em 2009, todo o acervo de Ataulfo foi digitalizado e disponibilizado no Paradas Sonoras. Neste mês dois projetos estimularam a digitalização dos discos do acervo. O primeiro  Nas trilhas de Chopin com quatro recitais aos domingos gerou a digitalização de todo o acervo de discos de Chopin. O outro projeto de agosto  Adoniran 100 anos – com oito shows aos sábados e domingos – gerou a digitalização dos discos de Adoniran e das suas músicas.

Do mesmo modo os eventos referentes às efemérides de Haydn, Chopin e Adoniran Barbosa promoveram a digitalização dos discos desses autores e a possibilidade de ouvi-los gratuitamente nos vários pontos de audição do Paradas Sonoras.

Web Rádio do CCSP
A Web Radio e TV CCSP é uma ferramenta de comunicação e programação do Centro Cultural São Paulo. Sua grade de programação é dividida em três vertentes: Discoteca Oneyda Alvarenga, Novos Artistas e Institucional.

Todos os programas são gravados e colocados em arquivo para que o internauta possa acessar quando quiser, além disso, alguns shows, palestras e eventos são transmitidos ao vivo. Atualmente, a grade é composta pelos seguintes programas:

Alta Fidelidade – música instrumental brasileira

Braille Acontece – informações e entrevistas com deficientes e dicas sobre acessibilidade;

Brasileños – músicos latinos que entraram na música nacional e vice-versa;

Cine Som – trilhas sonoras que marcaram a história do cinema e da televisão, com base no acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga;

Crônicas de toca-discos – especialistas em música e músicos visitam e comentam o acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga

Curadoria – Música – músicos que se apresentaram no CCSP falam de suas produções;
Curadoria – Dança – artistas do universo da dança contemporânea, que se apresentaram no CCSP, falam de seu trabalho e influências;
Especiais – programas específicos de um artista ou gênero musical com base no acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga;
Filhos de Peixe – filhos de músicos que seguiram a carreira dos pais;
Prosa e Descompasso – novos músicos da dita MPB;
Só Blues – músicos de blues brasileiros e os discos do acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga;

Além da programação de rádio a equipe produz “vídeo-clips” das bandas que se apresentam na casa e cobre as peças de teatro no programa “Bastidores”, falando do cotidiano, dos ensaios e convidando o público a assistir as peças que ocorrem na casa. Para facilitar o acesso dos freqüentadores do Centro Cultural foi criado junto a Discoteca Oneyda Alvarenga o projeto “Paradas Sonoras”, que permite que o publico, em diversos pontos do CCSP, possa ouvir: o acervo de discos de 78 rotações, obras raras e os LP’s mais pedidos da Discoteca Oneyda Alvarenga digitalizado, com fones de audição em alta qualidade.

Destaques da web rádio no mês de Outubro

BRASILEÑOS – MÚSICA LATINA COM TEMPERO BRASILEIRO

Dia 05
Duo Cesar Salgán e Esteban Falabela

Os padrinhos do movimento El Arrastre, que reúne grupos e compositores de tanto instrumental no Brasil, César Salgan e Esteban Falabela são convidados do programa Brasileños. Don Agustín Bardi, El Choclo e A Fogo Lento são alguns dos tangos instrumentais que você ouve com o duo Esteban Falabela e César Salgán. Este último filho do grande maestro argentino Horácio Salgán. Saiba mais sobre os músicos ouvindo o programa Brasileños.

FILHOS DE PEIXE

Dia 12
RITA BASTOS
A cantora e compositora, filha de Antonio Vilalba, o Passoca, e da cantora Vânia Bastos fala de sua paixão pela música e de composições próprias. Ouça a entrevista! Caminho do Rio, Was Not Me e Por Onde são composições de Rita Bastos, que se prepara para gravar o primeiro disco. Por enquanto ela disponibiliza algumas canções na internet e conta como foram gravadas. Formada em Rádio e TV, a cantora confessa sua verdadeira paixão: a música.

ALTA FIDELIDADE

Dia  19
JEFF GARDNER

O pianista e compositor americano radicado no Brasil já gravou mais de 17 discos, principalmente de música instrumental. Fez show no Centro Cultural e veio conversar com o pessoal da Webradio. Conheça trechos das músicas Chameguenta, Um abraço no Zimbo, Alf Tones, Um abraço no Hermeto, entre outras.

SÓ BLUES

Dia 26
ROBSON FERNANDES

O gaitista, elogiado por Charlie Musselwhite, volta ao programa para falar de seu novo trabalho “Cool”, produzido pelo norte-americano Carlos Sanders, com influências do blues de Chicago, New Orleans e California.

DISCOTECA ONEYDA ALVARENGA

Idealizada por Mário de Andrade enquanto ele esteve à frente do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, a Discoteca Oneyda Alvarenga foi criada em 1935, com o nome de Discoteca Pública Municipal.

Em 1982, depois de passar por várias sedes, a Discoteca foi transferida para o Centro Cultural São Paulo e, a partir de 1987, passou a receber o nome de Oneyda Alvarenga, em homenagem a sua primeira diretora, que exerceu o cargo até 1968.

Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h. A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento. Informações: 3397 4071 ou pelo email discoteca@prefeitura.sp.gov.br

A Discoteca conta com os seguintes acervos:

Acervo Sonoro – discos
Acervo Impresso – partituras e livros de música e hemeroteca de música
Acervo Histórico – coleções de folclóre e documentos históricos
Saiba mais no site: http://www.centrocultural.sp.gov.br/discoteca.asp

Saiba mais sobre os projetos da Curadoria de Música do Centro Cultural São Paulo.

Música Contemporânea Brasileira

O projeto destaca cinco compositores: Almeida Prado, Edino Krieger, Edmundo Villani-Côrtes, Gilberto Mendes e Rodolfo Coelho de Souza.

Cada um desses compositores teve o seu catálogo de obras publicado, além de um caderno com partituras inéditas editadas em programa específico de música Finale-PDF, com a gravação de um CD contendo as obras inéditas em partituras.

Artistas como Eduardo Monteiro, Rosana Lamosa, Fernando Portari, Celine Imbert, Gilberto Tinetti, entre outros, participaram das gravações.

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Camargo Guarnieri 3 concertos para violino e a Missão

Este projeto realizou a gravação pioneia de um DVD com os três concertos para violino e orquestra de Camargo Guarnieri com o solista Luiz Filipe, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo sob a regência do maestro Lutero Rodrigues.

O box contém ainda uma segunda mídia, CD-ROM, com todas as partituras dos concertos (grade do maestro, partes dos instrumentos de orquestra, parte do solista e redução para piano), além de documentos da coleção Missão de Pesquisas Folclóricas.

Conheça mais sobre este projeto no hotsite www.centrocultural.sp/cg 

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Beethoven em Movimento

Ontem, domingo, 19 de Setembro, estivemos no Centro Cultural São Paulo – Estação Vergueiro do Metrô – para o recital de violino e piano. Solistas Emmanuele Baldini, violino e Dana Radu, piano, ambos integrantes da Orquestra Sinfônica Estadual de São Paulo. No programa as Sonatas op.12, nº1 em Ré Maior, a nº2 em Lá Maior. Segundo o próprio solista eles precisavam de uma pausa, um pequeno intervalo para respirar e concentrar um pouco mais. A platéia também, pois em seguida veio a fantástica Sonata Op.47, nº9 – a Kreutzer. Um programa de altíssimo nível.

No sábado pela manhã, dentro da mesma série Beethoven em Movimento, aconteceu a palestra do compositor Almeida Prado falando sobre a evolução na escrita do compositor alemão. Foi muito interessante, pois ele como excelente pianista que é, foi ilustrando trechos de obras. Mostrando os detalhes: frases, acordes, temas, segundo tema, desenvolvimento, reexposição, em suma, os aspectos fundamentais da escrita do compositor nascido em Bonn.

Ludwig van Beethoven realmente foi e é um compositor fundamental na história da música até os dias de hoje. 

A Causa Sonora tem o prazer de anunciar que vai colaborar e apoiar a programação de música do Centro Cultural São Paulo. Para reforçar esse vínculo fizemos um primeiro sorteio de uma camiseta Beethoven The Rest is Noise. Veja no link http://www.causasonora.com.br/Conteudo/ProdutoDetalhe.aspx?idProduto=13890          &modelo=BEETHOVEN__THE_REST_IS_NOISE

o contemplado foi João Fernando da Silva, estudante de piano de Santo André. 

A programação da série Beethoven em Movimento continua no próximo sábado, 25 de setembro, 11h30min – com a palestra Música e Pensamento com Jorge Coli. No domingo 26 de setembro, no mesmo horário, acontece um recital de piano com Akihiro Sakiya, jovem e talentoso pianista que vem especialmente do Japão para interpretar a Sonata “ao Luar” e a “Appassionata”. Entrada franca. Não percam.

Cartola – 100 anos

Publicado originalmente  por admin em 15 Out 2008 no antigo blog | sob: Música

Se estivesse entre nós, no último sábado 11 de outubro, Cartola teria completado 100 anos. Um poeta e compositor simplesmente genial.

Mesmo sofrendo inúmeras dificuldades, viveu compondo e criando verdadeiras pérolas do nosso cancioneiro. Foi um dos idealizadores e fundadores do que viria a ser a primeira escola de samba, A Estação Primeira de Mangueira. Foi dele também a idéia do uso das cores verde e rosa.
Na primeira metade do Século XX era comum os cantores comprarem sambas e canções dos compositores. Uma compra integral ou de uma parceria em música que normalmente era de elaboração de um músico e de um poeta. Ou simplesmente de uma pessoa genial como Cartola que fazia letra e música tão bem, que nenhuma outra pessoa conseguiria fazer melhor casamento de melodia, harmonia e letra. Cartola foi obrigado a vender várias “parcerias” para vários cantores famosos.

Depois de uma decepção muito grande, ele sumiu do morro da Mangueira, muitos chegaram a pensar que ele estava morto. Na década de 1960 o escritor Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, descobriu Cartola lavando carros. Logo em seguida dessa reaparição surgiu o restaurante Zi Cartola (Cartola e a D. Zica), Cartola e convidados cantavam e a eterna companheira cozinhava divinamente. Resultado um sucesso absoluto.

Em 1974, aos 65 anos ele gravou o seu primeiro LP, graças ao Marcus Pereira, o Disfarça e Chora. Só pérolas. Confira http://www.causasonora.com.br/produtos_descricao.asp?codigo_produto=172.

Em seguida vem O Mundo é um Moinho, um desfile de canções inesquecíveis, a começar pela faixa título, por outras músicas que Marisa Monte e tantos outros beberam todo dia. Sem esquecer de As Rosas Não Falam, genial. Confira. http://www.causasonora.com.br/produtos_descricao.asp?codigo_produto=173

Um compositor imortal. Que vai ficar na memória e na lembrança de quem aprecia uma bela melodia, uma harmonia elaborada e uma poesia simplesmente irretocável. A benção Cartola.
Luiz Celso Rizzo

Há 50 Anos morria Villa-Lobos

Há 50 Anos morria Heitor Villa-Lobos Publicado por admin em 17 Nov 2009 | sob: Música

No dia 17 de novembro de 1959 morria, aos 72 anos, na cidade do Rio de Janeiro um dos maiores gênios da música brasileira. Músico completo, conhecia e tocava violão, violoncelo e piano. Como todo bom carioca tinha um afiado humor. Criou muito mais do que simplesmente uma grande e diversificada obra musical, criou um personagem que era a essência para continuar lutando e produzindo suas obras e impondo o seu estilo musical. É importante lembrar que no início de sua carreira encontrou muitas dificuldades, não maiores do que após receber a incumbência de Getúlio Vargas para introduzir uma nova metodologia no ensino de música nas escolas brasileiras. Foi acusado de servir aos interesses do ditador de plantão e tirar proveito próprio para incluir suas obras nesse trabalho. Picuinhas de lado, o importante são as suas obras que, como ele mesmo disse, “são cartas que ele escrevia para a posteridade, sem esperar resposta”. Resposta que ele teve muito mais calorosas nos EUA e Europa, especialmente em Paris. É inegável que um compositor que produziu muito tenha algumas obras com certas irregularidades, mas não podemos deixar de registrar a sua imensa inventividade e originalidade ao tratar temas brasileiros e populares. Um compositor que soube explorar as bases deixas por J.S. Bach e produzir uma obra monumental como as Bachianas Brasileiras. Os Choros são também obras extraordinárias, as suas peças para coro, sua música de câmara, especialmente os quartetos de cordas, isso sem esquecer da sua obra para violão, de uma qualidade e dificuldade técnica, que torna um marco decisivo e importantíssimo na carreira de qualquer instrumentista, brasileiro ou não. Só lamentamos que as homenagens no Brasil tenham sido tão acanhadas e sem a devida consideração para com a sua obra e com tudo que ele fez para divulgar o país no exterior.